Instabilidade internacional afeta nível de faturação da OLI.

A OLI fatura 69 milhões de euros em 2025 e intensifica internacionalização em 2026.

Esta empresa líder na produção de autoclismos terminou o exercício de 2025 com um volume de negócios de 69 milhões de euros, o que representa um decréscimo global de 8% face ao período homólogo.

Para 2026, a empresa estabelece como objetivo crescer 10%.

O desempenho da OLI em 2025 foi condicionado por um contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica e incerteza macroeconómica, com a intensificação dos conflitos no Médio Oriente, a continuidade da guerra na Ucrânia e o agravamento das tensões comerciais globais a terem impacto direto nas vendas.

Neste enquadramento, os mercados do Médio Oriente (-47%) e da Europa Central (-14%) registaram os maiores decréscimos, refletindo a elevada exposição destas regiões à volatilidade política, à retração do investimento público e privado e à desaceleração económica.

Em contraciclo, o mercado nacional apresentou um crescimento de 5% e o mercado germânico evoluiu 2%.

Em 2025, as exportações representaram cerca de 70% do volume de negócios, com os produtos fabricados no complexo industrial de Aveiro a chegarem a mais de 80 países dos cinco continentes. O mercado nacional, responsável por aproximadamente 30% das vendas totais, reflete a evolução da OLI em Portugal.

Num contexto internacional marcado por volatilidade macroeconómica e risco geopolítico, a OLI entra em 2026 com uma estratégia assente na expansão internacional, através de fusões e aquisições, na inovação com o lançamento de novos produtos e na eficiência operacional, por via da automatização de processos e na digitalização da organização. Os investimentos nestes três eixos visam reforçar a criação de valor económico e suportar o crescimento no médio e longo prazo.

“Em 2025, a OLI enfrentou desafios relevantes ao nível comercial, resultantes do ajustamento de stocks em clientes estratégicos e da forte contração das vendas para regiões atualmente afetadas por conflitos. Em contrapartida, o mercado português e as filiais, com particular destaque para a alemã, registaram desempenhos positivos. Para 2026, a empresa antecipa o regresso a uma trajetória de crescimento nas vendas, suportado pela concretização de oportunidades de internacionalização em desenvolvimento, bem como pela contínua análise de potenciais parcerias e aquisições. Em matéria de investimento, a OLI manterá um nível elevado e consistente, com foco na automação produtiva, na simplificação e digitalização de processos e, de forma transversal, no reforço da utilização de Inteligência Artificial e de Business Intelligence. Estes investimentos são considerados críticos para assegurar os ganhos de produtividade necessários para responder às exigências do mercado”, afirma António Ricardo Oliveira, administrador da OLI.