A Câmara Municipal de Ílhavo assegura "manter o compromisso" de "encontrar uma solução que permita devolver à população a travessia da Ponte da Vista Alegre, garantindo as necessárias condições de segurança a todos os seus utilizadores", refere em comunicado.
"Solução essa que passa, já o dissemos, pela opção técnica e cientificamente suportada da recuperação da atual Ponte da Vista Alegre (...) para além de ser também a solução que se mostra mais adequada quer à necessidade de satisfazer prontamente as necessidades de circulação dos seus utentes (uma nova ponte demoraria certamente anos a ver concluídos os procedimentos de contratação, financiamento e execução), quer às disponibilidades de tesouraria da Câmara Municipal de Ílhavo", vinca.
Desde o encerramento da Ponte, em dezembro de 2025, "o Município tem desenvolvido todos os procedimentos necessários à concretização da solução tecnicamente ‘prescrita’ para esta infraestrutura, que os estudos e avaliações realizados apontaram para a recuperação da Ponte".
Definida a solução, a Câmara Municipal avançou para um concurso público, com um preço base de 500 mil euros e um prazo de execução de seis meses, "cumprindo integralmente quer as recomendações técnicas, quer as regras aplicáveis à contratação pública".
Segundo a autarquia de Ílhavo "o procedimento permitiu confirmar uma realidade que hoje é transversal ao setor da construção em Portugal: existe interesse e capacidade técnica no mercado especializado neste segmento da construção, mas existe também uma forte pressão sobre os empreiteiros, resultante do elevado volume de obras em curso, maioritariamente associadas ao PRR, e da significativa falta de mão de obra, o que condiciona muito a capacidade de resposta das empresas a qualquer tipo de desafio lançado pelo mercado".
Continuando "no caso concreto do concurso de recuperação da Ponte da Vista Alegre, 4 empresas demonstraram interesse no procedimento, tendo tido acesso ao caderno de encargos e às respetivas especificações técnicas. No entanto, 3 não apresentaram proposta. Sendo que a única proposta apresentada ultrapassou substancialmente o valor base proposto, não podendo, por isso, ser adjudicada nos termos do procedimento lançado".
O concurso "não ficou sem resposta por falta de interesse do mercado na execução da obra. Ficou sem uma proposta abjudicável pelo valor base definido".
"Contudo, este resultado – que é muito comum nos tempos que correm - permite, agora, ao Município obter informação concreta e atualizada sobre as condições do mercado e sobre os custos efetivos associados à execução desta intervenção. E permite também que, sem os constrangimentos de reclamações, impugnações ou recursos que poderiam ter lugar em caso de adjudicação a uma proposta vencedora, o Município de Ílhavo possa agora lançar mão de outras figuras de contração publica mais ágeis e rápidas".
Perante esta realidade, a Câmara Municipal "está já a desenvolver contactos quer com as empresas que manifestaram interesse no procedimento quer com outras especializadas neste tipo de intervenção para avaliar as condições para avançar para a fase seguinte, recorrendo aos mecanismos legalmente previstos no Código dos Contratos Públicos, dentro dos limites e pressupostos estabelecidos pela lei".
O objetivo é "encontrar uma empresa com capacidade técnica para executar a intervenção".
O Executivo Municipal reafirma que "não há qualquer desistência da Ponte da Vista Alegre, nem alteração do compromisso assumido com a população, nem o facto de o concurso ter ficado deserto importa numa derrapagem temporal significativa".