Ílhavo: Água da ria galgou as margens do Boco e atingiu habitações na Gafanha da Boavista

A subida das águas da ria e o galgamento das margens provocaram inundações em três habitações na rua do Sul na Gafanha de Aquém.

Foi esta madrugada, na via entre a ponte Juncal Ancho e a Ponte da Vista Alegre, no concelho de Ílhavo.

O pico da maré, com os caudais mais elevados do que é habitual e as marés vivas, acabaram por atingir habitações junto à via.

A estrada (imagem de arquivo) esteve cortada mas já reabriu.

O mesmo aconteceu na EN 109, junto à ponte de água fria, com encerramento temporário depois da água ter chegado à estrada, no Município de Vagos.

Rui Dias afirma que a subida da cota de proteção, com construção de muralha ao longo da estrada, é a resposta que está a ser preparada em concordância com a Ria Viva, empresa que sucedeu à Polis Litoral Ria de Aveiro (com áudio)

O mau tempo continua a fazer estragos e a condicionar a vida dos portugueses.

A próxima preia-mar será às 17h05 e as atenções voltam-se para a madrugada de quinta-feira com agravamento do mau tempo, chuva e vento, e preia-mar por volta das 6h da madrugada.

Há condicionamentos à circulação devido a abatimento de estrada, na rua da saudade, na Gafanha da Encarnacao , Ílhavo, e queda de árvores em solos arenosos, sobretudo na Colónia Agrícola e zona Industrial da Mota, onde a saturação de solos faz elevar o risco de queda de árvores.

Na frente marítima, a agitação da última noite provocou forte erosão entre Barra e Costa Nova.

O presidente da Câmara de Ílhavo admite que o futuro vai trazer mais critério aos investimentos públicos.

Entrevistado no programa “Conversas”, Rui Dias afirma que os territórios estão obrigados a rever as políticas de investimento (com áudio)

O autarca de Ílhavo falou sobre o futuro das travessias entre Vista Alegre e Gafanha da Boavista.

Admite que os estragos da depressão Kristin acabam por atrasar o trabalho da comissão criada para avaliar o estado da ponte encerrada à circulação e a definição de um futuro para aquela travessia.

Investigadores da Universidade de Aveiro foram chamados a avaliar estruturas em Leiria e com esse esforço a eventual reabilitação da antiga ponte ou a construção de uma nova são decisões ainda não fechadas.

Há necessidade de nova peritagem que os engenheiros indicados pela UA só cumprirão depois das avaliações às estruturas atingidas pela depressão Kristin na Região Centro. 

Por outro lado, revela contactos com o exército para estudar a viabilidade de instalar uma ponte militar que garantisse resposta temporária.

A única certeza é que qualquer que seja o desfecho destes contactos o futuro das travessias naquela área vai exigir tempo (com áudio)

Entrevista do autarca de Ílhavo para ouvir às 19h em 105FM.