Eleições não travam contestação à distrital do Chega.

As eleições internas para a distrital do Chega não acalmaram as disputas internas e o candidato derrotado nas eleições de Junho admite uma saída em massa de eleitos que podem passar à condição de independentes em rotura com a liderança de Pedro Alves.

O tema vem a público no Expresso desta semana que analisa a vida da distrital dando nota do descontentamento de uma fação dentro do partido.

Pedro Alves venceu a corrida a Manuel Almeida, vereador na Câmara de Oliveira de Azeméis e dirigente da concelhia local.

Almeida acusa Pedro Alves de autoritarismo e antevê perda de militantes e autarcas eleitos.

Defende, ainda, a eleição direta para as concelhias cujos dirigente são, hoje, nomeados pela Distrital.

Pedro Alves entende que ainda não existe consolidação suficiente no trajeto político para essa mudança.

O dirigente conta com o apoio da concelhia de Aveiro.

Diogo Soares Machado, vereador com pelouro na Câmara de Aveiro, diz que está de “pedra e cal” com a estrutura distrital.

“Não me metam em sacos de gatos assanhados ou em capoeiras de garnizés à procura de poleiro, não misturem trigo e joio e, sobretudo, respeitem se querem ser respeitados”.

O vereador, tido com uma das figuras influentes na atual estratégia política, afirma lealdade.

“Estou no Executivo Municipal de Aveiro, com mandato conferido pelos meus concidadãos e depois de assinado um Acordo Político com o PSD, validado pela Direcção Nacional do CHEGA. E se sou leal ao Partido em que milito e ao Presidente André Ventura, sou ainda mais leal ao Município de Aveiro e a todos os Aveirenses, independentemente de ideologias ou cores políticas”.