Deputados do PSD querem dar empurrão a projetos do município de Aveiro.

Os deputados do PSD reuniram, esta segunda-feira, com autarcas de Aveiro para aferir os projetos prioritários do concelho e dessa forma levar informação aos centros de decisão. 

Questões como o quartel da GNR, o antigo centro de saúde mental de São Bernardo, o alargamento do centro de congressos, a deslocalização do tribunal administrativo e fiscal, o hospital, ou o eixo Aveiro-Águeda foram objeto de análise.

Os parlamentares social democratas assumem disponibilidade para estabelecer pontes com o poder central. 

O presidente da Câmara Municipal, Luís Souto de Miranda, colocou a habitação no centro das prioridades, apontando a libertação do antigo quartel que agora alberga o comando distrital da GNR como parte da solução. 

A autarquia disponibiliza-se para criar condições que permitam a reinstalação da guarda em nova localização mais consentânea com as suas missões e em edifício moderno adequado às atuais exigências desta força de segurança, transformando, por
outro lado, aquele quarteirão num núcleo habitacional de tipologia mista. 

Ainda no capítulo da habitação, o autarca defendeu a “quebra de tabus” que permita, em sede de revisão do PDM, alargar as zonas de construção, por exemplo, ao longo do traçado do caminho de ferro ou nas franjas de aglomerados urbanos servidos de diversas infraestruturas. 

A Câmara Municipal pediu intervenção dos deputados no sentido de os terrenos do antigo centro de saúde mental de São Bernardo passarem a propriedade do município, de modo a que seja criada uma nova centralidade urbana com diversidade de serviços que responda a diversas necessidades sentidas desde há anos. 

Do mesmo modo, é pretensão da autarquia reaver as instalações ocupadas pelo tribunal administrativo e fiscal, que pretende ver alocadas à atividade cultural. 

Outro dos temas abordados prende-se com o desejo de ampliação do centro de congressos, que, na opinião do presidente da Câmara, apresenta um enorme potencial de crescimento, necessitando de áreas que correspondam às atuais exigências.

 A deslocalização do centro de emprego abriria portas ao alargamento do espaço para congressos da antiga Fábrica Campos. 

A ampliação do hospital de Aveiro esteve em cima da mesa, com uma análise das "vicissitudes" por que o processo tem passado, nomeadamente a reclamação em curso quanto à adjudicação do projeto. 

Mais avançado está o processo do eixo viário Aveiro/Águeda, estando numa fase final o processo de expropriações, tendo o presidente da Câmara revelado a “determinação política” dos dois municípios envolvidos, ao ponto de dizer que, neste projeto, "têm funcionado como um só". 

Os deputados Paula Cardoso, Adriana Rodrigues, Almiro Moreira, Paulo Cavaleiro, Carolina Marques, Firmino Ferreira, Helga Correia e Gabriela Cabilhas ouvriram ainda informação sobre a construção de um novo palácio da justiça, a valorização para fins de recreio aéreo e turismo de negócios do aeródromo de São Jacinto, a liquidação da AveiroPolis, a antiga lota, o projeto
de revitalização do parque desportivo, a necessária recolocação de alguns apeadeiros da Linha do Vouga, o desenvolvimento da própria ferrovia e ainda a construção da nova escola Homem Cristo e do novo edifício do Conservatório.