A reorganização dos serviços municipais de Aveiro abriu debate sobre o alegado reforço do presidencialismo.
Com voto contra da Iniciativa Liberal que fala em concentração de poderes e aumento da despesa, a Assembleia Municipal de Aveiro deu luz verde ao novo organograma da autarquia.
O aumento do número de gabinetes de apoio à presidência e de divisões levantou questões das bancadas sobre a relevância e os custos da operação.
Diogo Gomes, da Iniciativa Liberal, admite que a reorganização não é clara nos seus propósitos e vai complicar a gestão operacional (com áudio)
Bancadas do PSD, do CDS e do Chega afirmam-se confortáveis com a decisão colocando de parte os riscos de acentuar um sistema presidencialista uma vez que o presidente estará sempre no topo do organograma.
Preferem acentuar a ideia de desburocratização e aposta em visão estratégica.
Entendem que a nova organização está voltada para o futuro e para capacitar a resposta da autarquia.
Luís Souto Miranda diz que ao fim de alguns meses era tempo de ajustar a estrutura baseando-se no conhecimento que tem do funcionamento da autarquia (com áudio)
A maioria explica que a nova organização municipal pretende valorizar recursos, capacitar a autarquia e garantir a eficácia de serviços.