António José Seguro eleito Presidente da República em votação histórica com 66,8% dos votos.
André Ventura garantiu 33,2% adicionando cerca de 300 mil à votação do eleitorado do Chega.
Seguro dobrou a votação de Ventura e a abstenção que era temida em fim de semana de mau tempo acabou por mostrar o interesse dos portugueses que acorreram às urnas em demonstração de participação cívica.
O novo presidente eleito garantiu 3.482.481 votos contra 1.729.381 votos do candidato da extrema direita.
Foram às urnas 5.483.382 em 10.942.173 de portugueses inscritos.
No distrito domínio de Seguro com 67,50 % dos votos (242.501 votos) contra 32,50 % (116.769 votos) de Ventura.
Ílhavo e Aveiro foram claros na escolha.
No Município de Ílhavo, Seguro venceu nas quatro freguesias, com margem mais alargada em São Salvador e na Gafanha da Nazaré, menos expressiva na Gafanha da Encarnação e mais apertada na Gafanha do Carmo.
No total municipal, o presidente eleito garantiu 64,67 % dos votos (12.170 votos) contra 35,33 % de Ventura (6.650 votos).
Em Aveiro margem mais dilatada.
Seguro conseguiu 71,01% (28.561 votos) contra 28,99 % (11.661 votos).
No final, o presidente eleito prometeu magistratura de influência por políticas que garantam linha orientadora para resolver os problemas do país.
Afirmou-se defensor da “estabilidade institucional” deixando nota que não será pela sua magistratura que Portugal irá para eleições antes de 2029.
Já Ventura assumiu-se como “líder da direita”.
Há, ainda, 37 mil eleitores em zonas afetadas por cheias que adiaram as votações para 15 de fevereiro.