Águeda: Unanimidade no relatório de contas da autarquia.

Relatório de Gestão, aprovado por unanimidade, destaca solidez financeira, investimento reforçado e pagamentos em 14 dias

A Câmara Municipal de Águeda encerrou o ano de 2025 com um resultado líquido positivo de mais de 1,02 milhões de euros (1 023 968,69 euros) e um endividamento bancário de 33 mil euros (33 176,54 euros), valores que revelam um gestão municipal “rigorosa, capaz, equilibrada e muito positiva”, declarou Jorge Almeida, Presidente da Câmara Municipal de Águeda.

Estes são os principais indicadores do Relatório de Gestão e Prestação de Contas, aprovado por unanimidade na reunião extraordinária do Executivo, realizada na quinta-feira, dia 23 de abril.

Os dados revelam uma situação financeira equilibrada, sustentada por rácios positivos de autonomia financeira e liquidez geral, bem como por uma gestão de tesouraria eficaz.

O prazo médio de pagamento a fornecedores fixou-se nos 14 dias, um desempenho “de referência”.

Jorge Almeida destaca as “boas contas municipais, que nos permite continuar a investir e a responder às necessidades da nossa população”, salientando a estratégia de controlo do endividamento que é “verdadeiramente extraordinária” e que demonstra “o cuidado que temos na gestão”.

O Presidente da Câmara Municipal destaca também o equilíbrio entre contas certas e o apoio que é prestado às famílias do concelho.

“Importa lembrar que alcançamos estes resultados mantendo uma política fiscal favorável, abdicando de receita de IRS e aplicando a taxa mínima de IMI, em benefício direto dos nossos munícipes”, declarou.

No plano do investimento, o Município registou um aumento de 5,9 milhões de euros em relação a 2024, refletindo a aposta em projetos estruturantes, nomeadamente, e entre muitas outras, em obras de pavimentações e repavimentações por todo o concelho, obras nas freguesias e na requalificação do edificado das escolas.

A execução orçamental situou-se nos 72,69% na receita e 73,05% na despesa, valores que correspondem a um aumento dos montantes efetivamente executados, traduzindo uma maior dimensão da atividade municipal.

Sobre o aumento da despesa, Jorge Almeida aponta causas estruturais.

“Houve um acréscimo significativo nos custos com bens e serviços, muito associado ao aumento dos preços dos materiais, à descentralização de competências na área da Saúde e aos encargos com resíduos”. Não obstante, reforça, “isso não comprometeu o equilíbrio financeiro nem a capacidade de investimento do Município”.