A Nuisis Zobop (Associação Cultural de Criação, Investigação e Formação no Domínio das Artes Performativas) apresenta no Teatro Aveirense a sua nova criação.
“Quando Vem a Taciturna de Limiar em Limiar O Presente Frágil” apresenta-se em estreia absoluta esta noite no Teatro Aveirense.
Trata-se de um espetáculo de dança contemporânea criado por Hugo Calhim Cristóvão e Joana von Mayer Trindade.
Esta apresentação representa uma oportunidade singular de apresentar e divulgar o mais recente trabalho da companhia ao público de Aveiro, aproximando a comunidade local da pesquisa artística desenvolvida ao longo de residências nacionais e internacionais.
A obra integrará ainda a programação do Festival DDD, em abril, e será apresentada na Corunha, em maio.
O projeto nasceu de uma residência artística contínua que passou por diversos espaços em Portugal, incluindo Casa Varela (Pombal), Teatro Viriato (Viseu), Teatro Stephens (Marinha Grande), Fábrica ASA do Centro Cultural Vila Flor (Guimarães), Armazém 22 – Kale (Vila Nova de Gaia), Teatro Aveirense (Aveiro) e Centro de Criação e Investigação da Nuisis Zobop no Espaço Agra.
Criada para um elenco internacional de quatro bailarinas, a obra explora zonas de transição e indefinição, entre vigília e sono, vida e morte, inspiração e expiração.
A criação cruza referências literárias e míticas, evocando as Mahavidyas, Fernando Pessoa, Camilo Pessanha, Al Berto e Paul Celan, construindo um “território poético denso e simbólico”.
Além do carácter estético, a obra propõe uma reflexão crítica sobre o presente, questionando a complacência institucional, a autorreferência no ecossistema artístico e a fragilidade ética dos sistemas culturais.
A Nuisis Zobop, associação cultural sediada no Porto e dirigida por Hugo Calhim Cristóvão e Joana von Mayer Trindade, atua em três eixos nas áreas da investigação, formação e criação.