Orquestra das Beiras na abertura dos Festivais de Outono.

Os Festivais de Outono abrem a programação de 2026.

“Música +” é o mote para a edição deste ano.

O Concerto de Abertura, este domingo, dia 25 de outubro, às 17h00, no auditório Renato Araújo (Reitoria da Universidade de Aveiro), estará a cargo da Orquestra das Beiras e conta com a soprano Sofia Marafona, sob a direção de Pablo Urbina.

Interpretam Britten, Luís Carvalho e Louise Farrenc.

No Concerto de Abertura há ainda uma outra via de diálogo que se abre com as artes visuais, mais concretamente, com o vídeo (live visuals) realizado pelos alunos do Mestrado em Comunicação Audiovisual para os Novos Media do Departamento de Comunicação e Arte da UA.

Pablo Urbina é atualmente maestro titular da Orquestra do Algarve e, desde 2019, diretor principal da Orquestra Vitae de Londres.

Dirigiu orquestras em quatro continentes.

A soprano Sofia Marafona desenvolve a sua carreira entre ópera, recital e colaboração artística contemporânea.

Iniciou os seus estudos no Conservatório de Música do Porto, prosseguindo-os na Guildhall School of Music & Drama, em Londres - onde concluiu o mestrado com distinção -, e posteriormente na International Opera Academy, em Ghent (Bélgica).

Em destaque nos primeiros dias estará também a atuação do Quarteto Parnaso, dos guitarristas Augusto Pacheco, Carlos David, Gonçalo Morais e Paulo Andrade.

Atuação na próxima terça-feira, dia 27 de outubro, às 21h00, no Centro de Artes de Águeda, com o espetáculo “Da Saudade à Liberdade”.

Este espetáculo que nasce da expansão de “Cinco Zecas”, projeto dedicado à recriação da obra de Zeca Afonso para quarteto de guitarras.

O repertório alarga-se a autores como Carlos Paredes, Madredeus, Ferrer Trindade e Armandinho, cruzando diferentes gerações e sonoridades da música portuguesa.

Ao Quarteto Parnaso, neste espetáculo, junta-se a narradora Estefânia Surreira.

A música e as suas ligações com outras formas de expressão é o tema a que se dedica a 22ª edição dos Festivais de Outono (FO), organização da Universidade de Aveiro (UA), que acontece entre 25 de outubro e 27 de novembro.

Os eventos vão decorrer em Aveiro, Águeda, Ílhavo e Oliveira de Azeméis.

Esta edição cruza a música com a literatura, a pintura, a dança, o teatro e os novos média — há pintura ao vivo em dois concertos, poesia dita e leituras de textos escritos por Jorge de Sena, live visuals criados por estudantes de mestrado e um espetáculo concebido para ser ouvido no escuro.

Como habitualmente, a Orquestra das Beiras marca presença nos concertos de abertura (25 de outubro) e de encerramento (a 27 de novembro, no Teatro Aveirense).

O concerto “O Som da Água”, a 27 de novembro no Teatro Aveirense, tem o endosso da Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), e é antecedido por uma mesa-redonda sobre literacia oceânica e criação artística.

Ana Moura e o Ensemble Mediterrain partilham cartaz com os laureados do Prémio Frederico de Freitas, com o Ensemble Internacional da UA — 12 músicos de seis países — e com estreias de estudantes de composição do Departamento de Comunicação e Arte (DeCA) da UA.

Ana Moura interpreta, a 31 de outubro, na Nave Multiusos Caixa UA, “Casa Guilhermina”, sétimo registo da artista e o primeiro em que assumiu responsabilidades de escrita.

O programa de encerramento remete para a Década das Nações Unidas das Ciências do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) com três perspetivas da música sinfónica dos séculos XX e XXI.

Uma das novidades da edição deste ano é a realização de uma mesa-redonda.

Para esta conversa, a 27 de novembro (último dia dos FO), às 18h00, no Salão Nobre do Teatro Aveirense, sobre cultura, literacia oceânica e criação artística, convidam-se Susana Sardo (Pró-reitora para a Cultura, Património Imaterial e Multiculturalidade da UA), Luís Menezes Pinheiro (coordenador do Comité Nacional da Década do Oceano e professor da UA) e Luís Tinoco (compositor, professor na Escola Superior de Música de Lisboa).

A moderação cabe ao diretor artístico dos FO, Pedro Rodrigues.