A Arte no Tempo estreia, este sábado, dia 24 de Outubro, no Teatro Aveirense, a nova criação “Uma Linha de Luz na Água”.
Trata-se de uma produção com João Reis e Nuno Aroso, e que parte de um texto original de Andreia C. Faria e de música de Chiyoko Szlavnics e de Nuno Aroso.
Apoiado pelo programa Criatório, da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, o espectáculo "Uma Linha de Luz na Água” desenvolveu-se através de três momentos de residência artística, em Serralves, na CRL - Central Eléctrica e no Cais Criativo da Costa Nova.
Cruzando música, palavra, luz e espaço cénico, o espectáculo propõe uma imersão nas profundezas filosóficas da água, explorando-a como superfície instável, matéria em permanente transformação e lugar de memória, contaminação e regeneração.
Com criação, encenação e interpretação de João Reis e criação e interpretação de Nuno Aroso, "Uma Linha de Luz na Água" constitui a terceira e última parte de uma trilogia iniciada em 2021 com "A Fog Machine e outros poemas para o teu regresso" e continuada em 2023 com "radiografia".
Depois de se debruçar sobre a materialidade da dúvida e a transcendência do olhar perante a opacidade, esta nova criação mergulha na fluidez da água e na multiplicidade das suas imagens e significados.
A palavra e a música assumem um papel central nesta criação.
O texto original de Andreia C. Faria foi escrito por encomenda da Arte no Tempo, especificamente para o espectáculo.
Projecto conta com o apoio à criação do programa Criatório, da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, E.M., S.A., apoio fundamental a destacar no enquadramento do projecto e do seu processo de desenvolvimento, e só será concluído no Outono de 2027, com a publicação de um objecto documental que incluirá texto, imagem e música.
A nova criação convida o público a acompanhar um movimento entre o visível e o invisível, a resistência e a dissolução, procurando nessa instabilidade uma forma de caminhar sobre a água.
Após a estreia em Aveiro, o espectáculo prossegue a sua circulação nacional logo no fim-de-semana seguinte, estando a ser agendados novos espectáculos para 2027.
A criação conta com voz off de Marta Félix, fotografia de João Ribeiro e produção sonora de Tomás Quintais. A produção é da Arte no Tempo, uma estrutura financiada pela Direcção-Geral das Artes.