O CAE Sever do Vouga convida a comunidade a participar em "Vozes em Harmonia e Dissidência".
Trata-se de um ciclo que cruza património, cinema, criação artística e participação comunitária para refletir sobre o papel da voz na construção da memória coletiva e da identidade dos territórios.
Entre os dias 11 e 26 de setembro, a iniciativa integra oficinas, debates, um deles com a investigadora da Universidade de Aveiro Maria do Rosário Pestana, exibições cinematográficas, uma masterclass com Tiago Pereira (AMPGDP) e um espetáculo (happening) de encerramento com Silvio Rosado.
O ciclo integra a programação do primeiro ano do projeto quadrienal “A Voz Profunda do Vouga: Quatro Estações de Criação, Tecendo o Canto e a Memória do Lugar”, cuja edição de 2026 é dedicada ao tema da voz polifónica e às múltiplas formas de construção coletiva da identidade e da memória dos territórios.
A programação tem início esta sexta, 11 de setembro, com “Ecoar o Passado: Giacometti e a Polifonia”, uma sessão que inclui a exibição de excertos da série documental O Povo que Canta, de Michel Giacometti, com registos realizados em Sever do Vouga, e da curta-metragem Poéticas do Canto Polifónico, da investigadora Maria do Rosário Pestana, da Universidade de Aveiro.
A sessão será seguida de uma conversa com investigadores e representantes de grupos de canto polifónico do concelho.
No dia 12 de setembro realiza-se a oficina “Canto Polifónico Comunitário”, orientada por Ana Bento, convidando participantes de todas as idades a explorar a escuta, a relação com o outro e a criação coletiva através do canto a várias vozes.
O cinema assume igualmente um lugar central nesta programação, com a exibição do filme “Tabu”, de Miguel Gomes, a 13 de setembro, e com a sessão-conversa “Vozes no Limite”, a partir da obra Ossos, de Pedro Costa, dedicada à reflexão sobre desigualdade, exclusão e representação das comunidades.
Já a 20 de setembro será exibido “A Voz de Hind Rajab”, um filme inspirado numa história real que convoca questões sobre o direito à voz, os meios de comunicação e a responsabilidade coletiva perante as narrativas do nosso tempo.
No âmbito da formação artística e da expressão performativa, o ator e formador Rui Queiroz de Matos orienta, no dia 16 de setembro, a oficina “Voz e Corpo no Cinema”, dedicada à exploração da voz e do corpo enquanto instrumentos de comunicação e expressão.
A segunda semana do ciclo conta ainda com a participação de Tiago Pereira, criador do projeto A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, que orientará, a 24 de setembro, a masterclass “Microfone no Campo: A Metodologia de Recolha” e apresentará, no dia seguinte, a sessão “O Atlas Vivo da Voz Comunitária”, dedicada ao registo e valorização das vozes, histórias, músicas e saberes das comunidades locais.
O encerramento acontece a 26 de setembro, com “Há Espaço para Todos”, um happening polifónico que reúne Sílvio Rosado, Tiago Sami Pereira e Rodrigo Amado, num momento artístico de celebração da diversidade de vozes e da criação coletiva.
Todas as atividades têm entrada livre, sendo que algumas requerem inscrição prévia.