Dívida boa ou dívida má: eis a questão!
Ter dívidas é quase sempre sinónimo de preocupações e o endividamento excessivo é um problema a evitar. Contudo, é importante reconhecer que existem aspetos positivos no recurso ao crédito, e o segredo está em saber aprender a distinguir as "dívidas boas" das "dívidas más". As dívidas boas são aquelas que ajudam a criar valor, financiando bens ou serviços que aumentam o património ou o rendimento a prazo. Já as dívidas más são aquelas cujo fim se destina a compras que perdem valor rapidamente, e que acabam por apenas limitar a liberdade financeira e atrasar objetivos. Para distinguir uma dívida boa de uma má, deve-se verificar se o prazo do empréstimo é adequado à duração do que se está a financiar e se a dívida é confortavelmente acomodada no orçamento, mantendo a taxa de esforço abaixo de 30% do rendimento. Por fim, não esquecer as boas práticas na contratação de crédito, em especial a comparação de diferentes propostas. Seguindo estes conselhos, é possível fazer escolhas financeiras mais inteligentes, evitando dívidas que colocam em perigo a estabilidade financeira.
Episódios
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Erros a evitar ao comprar casa01.07.2022OuvirComprar casa é quase sempre uma decisão de grande impacto na vida pessoal e financeira, implicando o assumir de compromissos duradouros. A decisão será mais eficiente se se evitarem alguns erros bastante comuns e que podem comprometer o desfrutar desta nova etapa. Um dos erros muitas vezes cometido é o de não conhecer verdadeiramente o limite do orçamento familiar para acomodar a nova aquisição. Há por isso que avaliar a taxa de esforço e fazer contas a todas as despesas associadas, incluindo registos, impostos e quota de condomínio.
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Lista "negra" do Banco de Portugal30.06.2022OuvirSe há registo onde nenhum cidadão gosta de estar é na lista negra do Banco de Portugal. Chamamos-lhe lista negra, mas a designação oficial deste registo é Central de Responsabilidades de Crédito. Nesta base de dados constam os nomes de quem contraiu empréstimos junto de instituições financeiras nos últimos 5 anos, e qual a situação atual desses créditos. Deste registo figuram ainda as responsabilidades potenciais, que incluem montantes de plafonds não utilizados, fianças, avales, e quaisquer outras facilidades de crédito suscetíveis de serem convertidas em dívidas efetivas.
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Reduzir a pegada ambiental das operações financeiras29.06.2022OuvirReduzir a pegada ambiental é hoje uma preocupação real e imediata. Neste sentido, é importante saber que é possível estender esta preocupação às operações financeiras, promovendo hábitos financeiramente sustentáveis, capazes de reduzir o impacto negativo no ambiente de ações tão simples como fazer compras, pagamentos, transferências bancárias, abrir de contas ou subscrever serviços financeiros.
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Reembolso antecipado dos créditos06.06.2022OuvirSe ao longo do período definido para um empréstimo houver alguma folga financeira, esta pode ser aproveitada para amortizar a dívida mais cedo do que o previsto, poupando nos juros a pagar e libertando o orçamento familiar de um encargo fixo. Estes reembolsos antecipados podem ser totais ou parciais, sendo que quanto mais capital se pagar antecipadamente, menor o montante dos juros suportados com o crédito. Para proceder ao reembolso antecipado é obrigatório notificar a instituição de crédito com uma antecedência mínima, que pode variar entre os 7 e os 30 dias consoante o tipo de crédito.
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Extrato de comissões bancárias03.06.2022OuvirUtilizar os serviços associados a uma conta bancária implica o pagamento de quantias pequenas e dispersas em comissões bancárias que, somadas, podem representar uma despesa anual significativa. Por esta razão, conhecer os valores e os tipos de comissões bancárias cobradas pelo banco é tão importante como o seu acompanhamento e controlo, permitindo comparações de preços, a negociação com os bancos e a inclusão destes gastos no orçamento familiar.