África…Terra Nova - XLVIII
Em mais uma edição do África…Terra Nova", hoje o professor António Batel Anjo fala sobre a Democracia.
Em 2007, a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu que o dia 15 de Setembro seria o Dia Internacional da Democracia, com o objetivo de promover e defender os princípios da democracia.
A educação e a democracia estão ligadas de uma forma tão forte, que uma não pode existir sem a outra. Não é possível falar de um verdadeiro sistema democrático quando a desigualdade de oportunidades, na educação, por exemplo, permanece em níveis que apontam para sociedades disfuncionais ou organizadas segundo sistema de previlegios das elites.
Quando a democracia revela uma incapacidade de garantir a concretização de uma das suas obrigações mais básicas - a promoção da igualdade de oportunidades, a educação deixa de ter o seu papel de ascensor social meritocrático. Quando isto acontece a sociedade fica doente, desprovida de meios para se restabelecer que não sejam violentos.
Hoje no dia da democracia não podemos esquecer que democracia e educação não podem sobreviver longe uma da outra.
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Música
Sona Jobarteh, nascida na Gambia, é uma cantora e tocadora de kora. A kora é um instrumento habitualmente vedado às mulheres. O pai deu-lhe apenas um conselho que ela guarda até hoje: “Certifica-te de que tocas realmente bem, não o faças de maneira a que as pessoas possam comentar que és mulher.”
A Kora é instrumento musical com as 21 cordas, símbolo da sabedoria divina, cuja pureza traspassa e penetra quase tudo. Segundo a lenda, o primeiro instrumento kora pertenceu a uma mulher-feiticeira que morava nas cavernas de Kansala na Gâmbia.
O kora é um instrumento de cordas tradicional dos povos mandigas da África Ocidental, é composto por uma caixa de ressonância feita de cabaça e as suas cordas eram originalmente feitas de pele de antílope com um braço que sustenta até 21 cordas.
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