Verão de São Martinho

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Dia Mundial do Ambiente no DAO
11.11.2024

Em pleno outono, com as folhas castanhas no chão, o calor regressa por uns dias, acompanhado de água-pé e castanhas: é o Verão de São Martinho. Mas, afinal, de onde vem este fenómeno?

Hoje em dia, fala-se muito sobre o aquecimento global e alterações climáticas, e muitas vezes certos acontecimentos meteorológicos são logo associados a desastres climáticos. Um bom exemplo disso é o Verão de São Martinho. Mas será este calor de outono um sinal das mudanças climáticas causadas pelo ser humano?

A história do Verão de São Martinho remonta à Idade Média. São Martinho nasceu em 316 D.C. e protagonizou o episódio lendário de partilha da sua capa com um mendigo, num dia frio e chuvoso. Ao dividir a sua capa com o pobre, a tempestade cessou, o céu clareou, e o tempo melhorou, como se fosse uma recompensa divina pela sua bondade.

Este evento, no entanto, tem uma explicação meteorológica. Durante a transição entre o verão e o inverno, ocorre uma alteração nos anticiclones, especialmente o dos Açores e o da Sibéria, que provoca um período de tempo mais ameno e seco na primeira metade de novembro. Isto explica o Verão de São Martinho, que, na verdade, é um fenómeno natural e recorrente há séculos.

Apesar de ser um fenómeno "normal", a preocupação atual prende-se com o agravamento dos fenómenos climáticos extremos, como secas prolongadas ou invernos mais rigorosos, que podem estar a intensificar-se com as alterações climáticas.

Diana Patoilo

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Ambiente um minuto
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Horário11:00às11:00

Episódios

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    Dia Mundial do Ambiente no DAO
    Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia marinha
    10.03.2025

    A Energia marinha inclui várias tecnologias, como energia das ondas, marés e correntes oceânicas. É uma área emergente com grande potencial, mas também desafios ambientais.

    Impactos negativos:

    Alteração de habitats marinhos: As infraestruturas, como turbinas submersas, podem perturbar habitats sensíveis e afetar a fauna marinha, incluindo mamíferos e peixes.

    Ruído subaquático: O funcionamento das turbinas e a instalação das infraestruturas podem gerar ruído que interfere com a comunicação e a navegação de animais marinhos, como cetáceos.

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    Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia biomassa
    03.03.2025

    A energia de biomassa converte materiais orgânicos (resíduos florestais, agrícolas ou industriais) em energia elétrica ou térmica. Tem muitos aspectos positivos, mas tal como todas as formas de energia usada, também conseguimos identificar impactos menos positivos.

    Impactos negativos:

    Emissões de poluentes atmosféricos: A queima de biomassa pode liberar dióxido de carbono, partículas e compostos tóxicos como óxidos de azoto e enxofre, embora em menor escala do que os combustíveis fósseis.

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    Dia Mundial do Ambiente no DAO
    Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia geotérmica
    24.02.2025

    A energia geotérmica aproveita o calor do interior da Terra para gerar eletricidade ou aquecer edifícios. É uma fonte constante e previsível, mas os seus impactos dependem do tipo de instalação. Este é uma forma de energia usada por exemplo, nos Açores.

    Impactos negativos:

    Contaminação de águas subterrâneas: A extração de fluidos geotérmicos pode liberar minerais e gases tóxicos, contaminando aquíferos.

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    Dia Mundial do Ambiente no DAO
    Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia eólica
    17.02.2025

    Esta semana vamos continuar a nossa análise sobre os impactos ambientais das grandes estruturas de produção de energias renováveis. Começamos pela energia fotovoltaica e hidroelétrica, falta ainda analisar as infraestruturas de produção de energia eólica, geotérmica, de biomassa e marinha. Hoje, falamos da energia eólica, que utiliza turbinas para converter a energia cinética do vento em eletricidade. É uma das fontes mais limpas de energia renovável, mas as suas infraestruturas apresentam impactos específicos.

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