Ondas de Calor: Sinais de Alerta do Clima

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Dia Mundial do Ambiente no DAO
07.07.2025

Todos falamos e ouvimos a expressão “Onda de calor”, quase diariamente nas ultimas semanas. Mas sabemos a sua definição exata? Em Portugal (e Europa) definimos as ondas de calor como períodos que duram pelo menos 6 dias em que “a temperatura máxima diária é superior em 5 graus ao valor médio diário no período de referência”. Ou seja estamos a falar de um período de cerca de 1 semana. Neste momento este período está inclusivamente a ser muito superior a 6 dias, e a magnitude superior aos 5º. 

E isto está relacionado a um fenómeno de “cúpula de calor”. Já ouviu falar? Trata-se de um fenómeno em que uma área de alta pressão atmosférica fica presa sobre uma região (dinâmica atmosférica ao seu redor impede que esta espécie de “cúpula” se mova). Pode-se equiparar este fenómeno a colocar uma tampa numa panela a ferver. O sistema de alta pressão prende o ar quente debaixo dele, que aquece e se comprime para formar uma “cúpula”. Isto intensifica o calor e impede a formação de nuvens, permitindo que ainda mais radiação solar alcance a superfície terrestre e torne as ondas de calor ainda mais persistentes e duradouras.

Espanha teve, provavelmente, o mês de Junho mais quente alguma vez registado, de acordo com o serviço meteorológico nacional Aemet, enquanto a vila de Mora, no sudeste de Portugal, estabeleceu no domingo um novo recorde nacional de temperatura para Junho, com 46,6º.
Mais uma prova, quase diária, das alterações climáticas e do quanto é urgente agir.

Alexandra Monteiro

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Ambiente um minuto
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Horário11:00às11:00

Episódios

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    A agricultura também emite poluentes para a atmosfera?
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    21.04.2019

    Hoje em dia, investigadores, políticos e cidadãos em geral estão conscientes que a poluição atmosférica é um problema ambiental com riscos para a saúde humana. Também sabemos que o tráfego rodoviário e a indústria são os setores que mais contribuem para a poluição do ar, especialmente nos meios urbanos.

    Mas serão estas as únicas fontes de poluição atmosférica relevantes? Será que a agricultura também emite poluentes para a atmosfera?

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    Cidades verdes
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    14.04.2019

    Num mundo em mudança em que as questões ambientais estão na ordem do dia, e num mundo em que a maioria da população europeia vive e continuará a viver em áreas urbanas, à uma questão de base a que temos de dar resposta.

    Em que tipo de cidade queremos nós viver?

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    Porque nos preocupam os microplásticos nos sistemas aquáticos
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    07.04.2019

    Os plásticos, em particular os microplásticos (partículas com dimensão inferior a 5 mm), são poluentes ubíquos e persistentes que constituem uma preocupação científica e social emergente. A sua elevada aplicação e uso, aliadas a uma gestão inadequada, contribuíram para a sua acumulação nos sistemas aquáticos, podendo atingir elevadas densidades. Os microplásticos, podendo-se apresentar em diversas cores e formas (como fibras, pellets e fragmentos), podem resultar da fragmentação de macroplásticos ou podem efetivamente ser produzidos com dimensão micro.

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    Qual o impacto dos incêndios na qualidade da água?
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    31.03.2019

    Os incêndios florestais desempenham um papel importante na produção e mobilização de poluentes, os quais se encontram sobretudo associados às cinzas. Assim, promovida pela chuva, a entrada de cinzas em rios e albufeiras, poderá provocar efeitos tóxicos nas espécies que lá habitam e afetar as várias funções desempenhadas pelo ecossistema. Além disso, estes poluentes podem representar um risco preocupante para a saúde humana, quer pelo consumo de água, quer pelo consumo de peixe contaminado.

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    A ONU define como 6º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável: “Água limpa e Saneamento”.
    A ONU define como 6º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável: “Água limpa e Saneamento”.
    25.03.2019

     A água limpa e acessível para todos é um direito fundamental de qualquer ser humano. No nosso planeta existe água suficiente para dar resposta a este direito. O problema reside na qualidade dessa água; o Homem nas suas diversas atividades em que consome água, vai alterando a sua composição condicionando a sua posterior utilização. Naturalmente que se reduzirmos o consumo de água, se a descartarmos adequadamente e ela for devidamente tratada, conseguimos que a relação Homem-água seja mais harmoniosa e não hipotecaremos o futuro nesta matéria.

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