O Mar que nos alimenta, Cura e Garante o Futuro
O oceano cobre 71% do planeta. Produz mais de metade do oxigénio que respiramos, regula o clima, alimenta milhares de milhões de pessoas e alberga a maior biodiversidade da Terra. Sem oceano saudável, não há planeta habitável - simples assim.
E mesmo sabendo isto, nunca o oceano foi tão pressionado. Poluição, sobre-exploração, aquecimento das águas, baleias e golfinhos a morrer: os sinais de alarme multiplicam-se. A urgência é real!
Mas há ainda razão para esperança: o oceano regenera-se se cuidarmos dos seus ecossistemas e lhe dermos descanso. A União Europeia lançou a Missão Restaurar os Nossos Oceanos e Águas, um compromisso ambicioso para proteger e valorizar os ecossistemas marinhos até 2030. Portugal, e o DAO-UA/CESAM, está na linha da frente, com projetos científicos, e iniciativas privadas e locais muito relevantes para este fim.
É aqui que a ciência entra em ação: a biotecnologia marinha descobre em algas, esponjas e micróbios novas soluções para saúde, alimentação e materiais sustentáveis. A bioeconomia circular azul garante que essa exploração não desperdiça nada; e a governança do oceano assegura que decisões políticas e empresariais são guiadas por evidência científica sólida.
Cientistas que colaboram com as empresas e os políticos precisam-se!
O mar tem-nos dado tudo. Agora é a nossa vez de o ajudar a regenerar-se.
Episódios
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia geotérmica24.02.2025OuvirA energia geotérmica aproveita o calor do interior da Terra para gerar eletricidade ou aquecer edifícios. É uma fonte constante e previsível, mas os seus impactos dependem do tipo de instalação. Este é uma forma de energia usada por exemplo, nos Açores.
Impactos negativos:
Contaminação de águas subterrâneas: A extração de fluidos geotérmicos pode liberar minerais e gases tóxicos, contaminando aquíferos.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: energia eólica17.02.2025OuvirEsta semana vamos continuar a nossa análise sobre os impactos ambientais das grandes estruturas de produção de energias renováveis. Começamos pela energia fotovoltaica e hidroelétrica, falta ainda analisar as infraestruturas de produção de energia eólica, geotérmica, de biomassa e marinha. Hoje, falamos da energia eólica, que utiliza turbinas para converter a energia cinética do vento em eletricidade. É uma das fontes mais limpas de energia renovável, mas as suas infraestruturas apresentam impactos específicos.
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: barragens hidroelétricas10.02.2025OuvirA energia hidroelétrica é uma das formas mais antigas de energia sustentável. No entanto, grandes estruturas, como a Barragem das Três Gargantas, na China, a maior do mundo, têm um impacto ambiental e social profundo:
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Impactos ambientais de estruturas de energias renováveis: parques fotovoltáicos03.02.2025OuvirEstas próximas semanas, vamos explorar os impactos ambientais das grandes estruturas de produção de energias renováveis, como os parques solares em desertos e as grandes barragens hidroelétricas. Embora essas infraestruturas contribuam para a produção de energia limpa, também têm impactos ambientais significativos. Os parques solares em desertos, como os existentes no Sahara ou na Califórnia, utilizam áreas vastas para captar a luz solar e convertê-la em energia elétrica.
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Balanço ambiental (negativo) 202420.01.2025OuvirE como o prometido é devido, o minuto desta semana é sobre os aspetos menos positivos de 2024 relativamente ao ambiente. O nosso top 5 negativo recaiu sobre:
1. Alteração ao regime de reclassificação do solo rústico em urbano: a proposta do Governo em permitir a flexibilização da reclassificação de solo rústico em urbano, sendo que estes estão, em regra, incluídos na Reserva Agrícola Nacional ou na Reserva Ecológica Nacional, dificilmente dará bom resultado.