O lítio e o ambiente
Com certeza, já ouviu falar do lítio. Se por acaso ainda não, fica a saber: este metal é o principal componente da bateria do seu telemóvel, do seu computador e da sua ferramenta de bricolage, mas também das baterias dos veículos eléctricos. E se é verdade que os veículos eléctricos são indiscutivelmente um grande avanço no combate às alterações climáticas, importa que saiba também porque é que a “febre do lítio” para fabricar baterias não é totalmente isenta de impactos ambientais.
Em apenas 10 anos, a procura mundial de lítio aumentou de 25 mil para 85 mil toneladas. Cerca de metade do lítio provém de salinas na Argentina, na Bolívia e no Chile, onde os sedimentos que contêm lítio são misturados com água e evaporados em lagoas enormes. Para extrair uma tonelada de lítio são precisos 2 milhões de litros de água! Esta água deixa assim de estar disponível para a agricultura nestas regiões áridas, onde a água já é um recurso escasso. Além disso, a extracção do lítio requer o uso de compostos tóxicos que depois são quase sempre descartados a céu aberto, contaminando o solo, a água e o ar. Outro aspecto a reter: infelizmente ainda não existe ainda uma estratégia viável para reciclar as baterias de lítio no seu fim de vida. E claro, já se sabe: gastar sem reciclar gera um passivo ambiental!
Por isso, reflicta sobre isto: embora as baterias de lítio sejam um importante avanço tecnológico para melhorar o seu dia-a-dia, a sua produção ainda não é 100% amiga do ambiente. É que… não há almoços grátis!
Flávio Silva
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Episódios
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45 anos de Ambiente na UA02.01.2023OuvirA Universidade de Aveiro completa 50 anos em 2023, uma data de aniversário que não pode nem vai ficar por celebrar e serão várias as formas ao longo do ano!
E um dos primeiros cursos e Departamentos desta universidade também está de parabéns pelos seus 45 anos…é verdade, o primeiro curso de Engenharia do Ambiente em Portugal foi aberto aqui na UA!
Os 45 anos do DAO - Departamento de Ambiente e Ordenamento – vão também ser celebrados de forma intensa com algumas atividades que podemos já desvendar.
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Ano novo mais sustentável26.12.2022OuvirComeçou um novo ano, e com ele 365 novas oportunidades para fazer a diferença todos os dias! Não lhe damos 365 ideias, mas ficam algumas dicas para que possa fazer a diferença:
1.Diminua o desperdício na cozinha: Planeie as suas refeições; reutilize as sobras para fazer novos pratos e use os excessos para fazer compostagem.
2. Faça você mesmo: Dê asas à sua criatividade e transforme aquilo que podia ser inútil para produzir peças únicas de decoração, de roupa ou mesmo para brincar.
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Natal Sustentável19.12.2022OuvirJá pensou na grande quantidade de papel, plástico, desperdício alimentar e outros resíduos que produzimos na época natalícia? Pois bem, na verdade, não dá para imaginar.
Todos os anos, em todas as cidades e vilas os contentores do lixo ficam repletos de papel, caixas, embalagens e plásticos, que nem sempre reciclados e acabam por contribuir para mais poluição no nosso planeta Terra.
Mas podemos mudar isto, e começar já hoje a fazer as escolhas certas!
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Pegada de carbono dos cães12.12.2022OuvirSabia que os animais domésticos também têm a sua pegada ecológica?
É verdade! Em média um cão é responsável por 770kg de CO2 por ano. Um cão de grande grande pode chegar a ter uma pegada de 2500 kg por ano! A maior parte desta pegada é causada pela sua alimentação. Felizmente há várias formas de reduzir esta pegada de carbono e tornar o mundo com animais domésticos mais sustentável!
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23 de novembro - Dia da Floresta Autóctone28.11.2022OuvirA Dia da Floresta Autóctone celebra-se a 23 de novembro, esta data foi estabelecida para promover a importância de preservar e plantar espécies que fazem parte do património natural.
Mas o que é a Floresta Autóctone? A Floresta Autóctone consiste numa floresta de árvores originárias do próprio território. Em Portugal, as árvores autóctones representam cerca de 72% da floresta, existem cerca de 103 espécies de árvores autóctones, mas apenas quatro espécies representam 61% da área florestal total em Portugal continental, o pinheiro-bravo, o sobreiro, a azinheira e o pinheiro-manso.