O futuro pos-COVID
Já não é novidade que o uso de máscaras para proteção da covid-19 está a criar um "tsunami" de resíduos extra produzidos. A quantidade de plásticos não reutilizáveis aumentou exponencialmente. E muitos desses materiais já estão espalhados no ambiente.
Uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro tem estudado estes graves efeitos colaterais” ambientais “derivados do combate à pandemia”. Estimaram, com base em estratégias de saúde pública, que a nível mundial são necessárias mensalmente 129 mil milhões de máscaras e 65 mil milhões de luvas. Sabendo que cada máscara cirúrgica, que pesa cerca de quatro gramas, pode demorar 400 anos a degradar-se, é fácil perceber a dimensão preocupantes deste problema.
É urgente encontrar alternativas sustentáveis para as máscaras, luvas e plásticos de utilização única. Entre as principais recomendações avançadas pelos cientistas consta o apelo para que, dentro do possível, esses materiais sejam reciclados depois da sua desinfeção ou quarentena, que se usem preferencialmente máscaras feitas com materiais reutilizáveis e que se regresse ao caminho da economia circular que estava a ser traçado para os materiais plásticos antes de surgir a pandemia. Os compromissos adotados para eliminar os plásticos descartáveis em 2021 já estão comprometidos!
E teremos que ser nós a mudar isso. Eu e você.
Por isso vamos pensar nisto...na próxima vez que tivermos de colocar e tirar a nossa máscara!
Alexandra Monteiro
Este podcast tem áudios Registe-se para ouvir.
Episódios
-
Imagem
COP2721.11.2022OuvirComeçou esta semana a Cimeira do Clima das Nações Unidas, o ponto mais alto da diplomacia em torno das alterações climáticas, onde os países discutem como travar as emissões de gases com efeito de estufa que causam o aquecimento global. O objetivo das discussões é manter viva a meta prevista no Acordo de Paris, que consiste em limitar a subida da temperatura global a até 2 graus Celsius, preferencialmente a 1,5 graus.
-
Imagem
COP2714.11.2022OuvirComeçou esta semana a Cimeira do Clima das Nações Unidas, o ponto mais alto da diplomacia em torno das alterações climáticas, onde os países discutem como travar as emissões de gases com efeito de estufa que causam o aquecimento global. O objetivo das discussões é manter viva a meta prevista no Acordo de Paris, que consiste em limitar a subida da temperatura global a até 2 graus Celsius, preferencialmente a 1,5 graus.
-
Imagem
Potencia contratada da sua eletricidade: será possível reduzi-la?07.11.2022OuvirJá como todos devem saber, uma das medidas que integra o pacote de apoios às famílias que o Conselho de Ministros extraordinário aprovou para mitigar o impacto do aumento do custo de vida no rendimento, foi o da redução de 13% para 6% da taxa do IVA sobre a eletricidade, com a entrada em vigor a 1 de outubro.
Mas esta redução depende do nível de consumo, sendo apenas válida para nos primeiros 100 kWh de consumo de eletricidade. Ou seja, trata-se de uma medida que- mais uma vez- privilegia quem gasta menos.
-
Imagem
ExplorAPPateira31.10.2022OuvirO projeto ExplorAPPateira, foi uma iniciativa idealizada por um grupo de cidadãos, em resposta à necessidade de conservar, proteger e dinamizar um património natural bastante conhecido e estimado localmente: a Pateira de Fermentelos. Esta zona húmida, de elevada biodiversidade, revela-se de grande importância ecológica a nível local, nacional e internacional. Mais do que isso, preserva a história, a memória e as vivências dos que nasceram e cresceram nas suas margens. Este projeto foi apresentado ao Orçamento Participativo de Portugal, tornando-se um dos seus vencedores na edição de 2018.
-
Imagem
Gestão das barragens: água vs energia24.10.2022OuvirMuitas vezes pensamos que a escassez de água e a energia não estão interligadas no entanto as reservas de água estão diretamente ligadas à produção de energia!
Na gestão das albufeiras, a prioridade é o armazenamento de água para consumo humano e para a irrigação, só depois vem a produção de energia. As barragens hidroelétricas produzem energia no processo de “esvaziamento” através das turbinas hidroelétricas, mas em tempo de seca e quando estamos com falta de água para o regadio agrícola temos de ponderar se queremos água ou energia.