Impacto invisível: Incêndios e ecossistemas aquáticos
Os incêndios florestais não destroem apenas árvores e paisagens. Depois do fogo, surge um impacto muitas vezes invisível: a degradação dos corpos de água.
Quando chove após um incêndio, as cinzas e o solo desagregado são arrastados para rios, ribeiras e albufeiras. Este material aumenta a turbidez da água, reduz a penetração da luz, compromete a fotossíntese das plantas aquáticas e desequilibra os ecossistemas. Além disso, transporta nutrientes em excesso, favorecendo a eutrofização, que reduz o oxigénio dissolvido na água e ameaça peixes e outros organismos aquáticos.
As cinzas podem ainda transportar substâncias tóxicas, degradando a qualidade da água e comprometendo a biodiversidade, bem como o abastecimento público e a atividade agrícola.
Os impactos dos incêndios prolongam-se muito para além das chamas, podendo persistir durante meses ou até anos, sobretudo em áreas onde o solo permanece mais vulnerável à erosão.
Recuperar a vegetação, proteger as margens das linhas de água e promover uma gestão sustentável do território são medidas essenciais para preservar os recursos hídricos, a biodiversidade e o nosso futuro.
Episódios
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A agricultura também emite poluentes para a atmosfera?21.04.2019OuvirHoje em dia, investigadores, políticos e cidadãos em geral estão conscientes que a poluição atmosférica é um problema ambiental com riscos para a saúde humana. Também sabemos que o tráfego rodoviário e a indústria são os setores que mais contribuem para a poluição do ar, especialmente nos meios urbanos.
Mas serão estas as únicas fontes de poluição atmosférica relevantes? Será que a agricultura também emite poluentes para a atmosfera?
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Cidades verdes14.04.2019OuvirNum mundo em mudança em que as questões ambientais estão na ordem do dia, e num mundo em que a maioria da população europeia vive e continuará a viver em áreas urbanas, à uma questão de base a que temos de dar resposta.
Em que tipo de cidade queremos nós viver?
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Porque nos preocupam os microplásticos nos sistemas aquáticos07.04.2019OuvirOs plásticos, em particular os microplásticos (partículas com dimensão inferior a 5 mm), são poluentes ubíquos e persistentes que constituem uma preocupação científica e social emergente. A sua elevada aplicação e uso, aliadas a uma gestão inadequada, contribuíram para a sua acumulação nos sistemas aquáticos, podendo atingir elevadas densidades. Os microplásticos, podendo-se apresentar em diversas cores e formas (como fibras, pellets e fragmentos), podem resultar da fragmentação de macroplásticos ou podem efetivamente ser produzidos com dimensão micro.
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Qual o impacto dos incêndios na qualidade da água?31.03.2019OuvirOs incêndios florestais desempenham um papel importante na produção e mobilização de poluentes, os quais se encontram sobretudo associados às cinzas. Assim, promovida pela chuva, a entrada de cinzas em rios e albufeiras, poderá provocar efeitos tóxicos nas espécies que lá habitam e afetar as várias funções desempenhadas pelo ecossistema. Além disso, estes poluentes podem representar um risco preocupante para a saúde humana, quer pelo consumo de água, quer pelo consumo de peixe contaminado.
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A ONU define como 6º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável: “Água limpa e Saneamento”.25.03.2019OuvirA água limpa e acessível para todos é um direito fundamental de qualquer ser humano. No nosso planeta existe água suficiente para dar resposta a este direito. O problema reside na qualidade dessa água; o Homem nas suas diversas atividades em que consome água, vai alterando a sua composição condicionando a sua posterior utilização. Naturalmente que se reduzirmos o consumo de água, se a descartarmos adequadamente e ela for devidamente tratada, conseguimos que a relação Homem-água seja mais harmoniosa e não hipotecaremos o futuro nesta matéria.