COP26 - Agricultura
Ainda no âmbito da COP26, e para marcar o “Dia da Natureza” durante esta cimeira, líderes de mais de 120 países (representando cerca de 90 por cento das florestas do mundo) comprometeram-se a deter e reverter a desflorestação até 2030; 150 organizações concordaram em acelerar a implantação de inovações verdes para o setor agrícola; e 45 governos prometeram ação urgente e investimentos para proteger a natureza e aumentar a sustentabilidade ambiental da produção agrícola. Estas 45 nações assinaram uma nova Agenda de Ação Política, para ajudar os decisores políticos, e apoiar os agricultores a fazer as mudanças necessárias para desenvolver um sistema de produção de alimentos de baixo carbono, reduzir a desflorestação, reduzir o consumo de água e de produtos químicos, e produzir menos resíduos. Estas novas medidas incluirão também o desenvolvimento de culturas mais resistentes às alterações climáticas e “soluções regenerativas” para melhorar a saúde do solo.
Felizmente os compromissos assumidos na COP26 estão alinhados com esta estratégia da EU (Green Deal) e nesse sentido a EU acabou de aprovar a proposta para travar a importação de soja, carne, madeira, óleo de palma, café e cacau produzidos em territórios florestais. Produtos derivados, como couro, mobiliário e chocolate também estão na lista das restrições.
A verdade é que se quisermos limitar o aquecimento global e manter vivo a meta de 1,5ºC, o mundo precisa usar o solo de maneira sustentável e colocar a proteção e restauração da natureza no centro de tudo o que fazemos. Isto foi dito pela presidente COP26, Alok Sharma, e nós repetimo-lo aqui.
Sónia Rodrigues
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Biochar nas vinhas: será que muda o sabor do vinho?21.09.2026OuvirExiste um interesse crescente em ajudar as vinhas da região mediterrânica a adaptarem-se a um clima cada vez mais quente e seco, mantendo a produtividade e reduzindo a dependência da rega.