COMO EVITAR A HUMIDADE EM CASA
Já reparou, de certeza, que este Inverno temos mais humidade dentro de casa. Sabe porque? O fenómeno explica-se logo pela maior quantidade de vapor de água no ar, temos tido um Inverno bastante chuvoso, e nesses períodos de chuva com temperaturas acima do que é habitual.
A humidade interior tem três causas principais: – condensação, capilaridade e infiltração. A humidade por capilaridade e infiltração são devidas a problemas de construção, nomeadamente, má impermeabilização dos pavimentos, paredes exteriores, telhados e varandas. Nestes casos, só mesmo com obras é que conseguirá travar o problema pela raiz.
A humidade por condensação deve-se ao vapor de água que produzimos no interior das habitações, que entra em contacto com superfícies mais frias e condensa, formando gotículas de água que se infiltra nelas. Normalmente aparece nos cantos das paredes e tetos sob a forma de manchas pretas ou castanhas. Esta pode ser evitada, e deixamos alguns conselhos:
• abrir as janelas diariamente pelo menos 30min para circular o ar e ventilar a casa; e manter a temperatura dentro de casa entre os 18º e os 20ºC;
• Fechar a porta da casa de banho durante e após o banho e abrir a janela ou ligar o extrator.
• Utilizar desumidificador nos locais mais húmidos ou sem ventilação.
• Deixar as portas dos roupeiros semi-abertas para circular o ar e não encher demasiado.
• Envernizar móveis de madeira, porque isso vai impermeabilizar e evitar que se crie bolor na superfície
• Ligar o exaustor sempre que estamos a cozinhar e de preferência tapar as panelas. Rentabilizamos assim o vapor da cozedura para cozinhar, em vez de o desperdiçar e saturar ainda mais o ar.
• Evitar estender roupa dentro de casa. Se for mesmo necessário, usar um desumidificador.
Esperamos que estas dicas sejam uteis para manter a sua casa mais confortável neste Inverno!
Diana Patoilo
Este podcast tem áudios Registe-se para ouvir.
Episódios
-
Imagem
Fármacos no meio aquático10.08.2026OuvirA presença de fármacos no meio aquático é uma preocupação ambiental crescente e pouco conhecida do público. Após a sua utilização por humanos e animais, parte destes compostos é excretada e chega às estações de tratamento de águas residuais. O problema é que estas não foram concebidas para remover este tipo de micropoluentes, permitindo que muitos deles cheguem a rios, lagos e aquíferos.
-
Imagem
Crise da água03.08.2026OuvirA crise da água é um dos maiores desafios ambientais do nosso tempo. Apesar de a água ser essencial à vida, cerca de 2,2 mil milhões de pessoas continuam sem acesso seguro a água potável e aproximadamente 4 mil milhões enfrentam escassez severa de água durante pelo menos um mês por ano.
-
Imagem
Testemunho Finalista Mestrado Eng. Ambiente27.07.2026OuvirComo estudante finalista do Mestrado em Engenharia do Ambiente, vejo o futuro desta área não só como um grande desafio, mas também como uma enorme oportunidade para fazer a diferença!
-
Imagem
Expansão urbana em debate: entre o cimento e a natureza20.07.2026OuvirO processo de expansão urbana debate-se com um eterno dilema que se tem vindo a acentuar. Por um lado, observa-se a necessidade global de construir habitações e infraestruturas críticas. Todavia, tal dinâmica acarreta impactos ambientais que, muitas vezes, revestem-se de carácter irreversível.
-
Imagem
Renovação curricular e proximidade docente-estudante13.07.2026OuvirEscolher um curso superior é uma decisão importante. E uma das perguntas que mais ouvimos é esta: o que é que se aprende, concretamente, em Engenharia do Ambiente?
Na Universidade de Aveiro, o plano de estudos foi renovado e entra em vigor já no próximo ano letivo.
Há unidades curriculares dedicadas à água, ao solo e ao ar. As aulas teóricas deram lugar a mais horas de laboratório, porque a aposta é aprender a fazer, e não apenas a saber.