Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda afirma que, nesta altura, os trabalhos no terreno estão "mais simplificados", uma vez que foi possível dividir o incêndio em três setores. O autarca admite que a margem esquerda do fogo tem sido motivo de preocupação. É preciso evitar que as chamas progridam para que a noite desta sexta-feira não seja "tão complicada" como a de ontem. O presidente da câmara de Águeda confessa estar "otimista" em relação às próximas horas. "Foi identificada uma janela de oportunidade para efetivamente ligarmos tudo o que podemos e não estarmos aqui com tibiezas. (...) Nós temos um histórico de capacidade de combate aos incêndios. Eu acredito sinceramente que, daqui por algumas horas, temos uma situação muito mais favorável do que a que temos agora", afirma. Em Águeda, continua, não houve necessidade de fazer evacuações. Um cidadão ficou, porém, ferido na sequência do incêndio. Jorge Almeida adianta que está a aguardar um ponto de situação sobre este caso. O grande objetivo dos trabalhos, ressalva, é a extinção completa das chamas, mas essa é uma promessa que o autarca não pode fazer. "Estou absolutamente confiante de que vamos melhorar a situação. O objetivo maior seria termos a extinção completa do incêndio, mas isso eu não posso prometer com estas condições climatéricas, que numa área tão extensa, não haja reacendimentos que não sei a que horas nem em que locais", atira. Já sobre as suspeitas de origem criminosa na origem desta ignição levantadas pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves, o autarca, em declarações à TSF diz que este é um cenário que "parece óbvio". "Parece-me a mim que se calhar anda aqui junto de nós, na nossa vida comum, algumas pessoas que se calhar não merecem a nossa companhia", sugere. No combate ao incêndio em Vouzela, que, entretanto, se estendeu a Oliveira de Frades e Tondela (Viseu) e Águeda (Aveiro) estão 963 operacionais, apoiados por 313 meios terrestres e dez aeronaves. O incêndio florestal que começou na madrugada de quinta-feira em Vouzela, distrito de Viseu, e se estendeu a mais três concelhos, já queimou mais de sete mil hectares de floresta e mato, revelam dados europeus.
Declarações de Jorge Almeida à TSF