A 7.ª edição do Festival END - Encontros de Novas Dramaturgias decorre a partir de hoje e durante quatro dias entre Coimbra e Aveiro com novos projetos e estreias absolutas.
Este é o único festival em Portugal dedicado exclusivamente à dramaturgia contemporânea.
Evento bienal afirma-se como um espaço de criação, reflexão e partilha em torno da escrita para teatro e outras artes performativas.
Produzido pelo Colectivo 84, em coprodução com o Teatro Académico de Gil Vicente e o Teatro Aveirense, o festival decorre entre 24 e 26 de março em Coimbra e de 26 a 27 em Aveiro.
Ao longo de quatro dias, a programação estende-se da manhã à noite e reúne artistas, investigadores, estudantes e público em geral.
O festival arranca em Coimbra e chega a Aveiro no final da semana.
O programa em Aveiro conta com performances no Teatro Aveirense e em casas particulares.
Nos dias 26 e 27 março, entre as 18h00 e as 21h30, em casas particulares (open call), haverá performance "Quando os Anjos Falam de Amor" de Henrique Furtado.
No dia 27, na sala estúdio e no salão nobre do Teatro Aveirense, haverá seminário "Dramaturgia contemporânea - processos de composição" com Teresa Coutinho; Performance "E tu, ainda estás apaixonado por mim?" de António Alvarenga; Leitura "Je ne Regrette rien" com Teresa Coutinho; Audiowalk "Espalhar Fel" de Mickaël de Oliveira e às 21h30, na sala principal, a estreia do espetáculo "hurry up please it's time" de Luís Araújo.
Desde da sua criação, o Festival END tem funcionado como um lugar de encontro entre autoras e autores, intérpretes e espectadores, promovendo diversos modos de partilha: seminários, leituras encenadas, ensaios abertos, oficinas, residências artísticas, conferências-performance e espetáculos.
A maioria dos trabalhos apresentados são recentes, inéditos ou ainda em processo de criação, reforçando o caráter laboratorial do festival e convidando o público a acompanhar de perto a emergência das obras e os caminhos do processo criativo.
A edição de 2026 reúne um conjunto alargado de dramaturgos e criadores entre os quais António Alvarenga, Catarina Vieira, David Marques, Henrique Vieira Furtado, Jorge Louraço Figueira, José André, Leonor Mendes, Lígia Soares, Luís Araújo, Marco Mendonça, Maurício P.Castro, Mickaël de Oliveira, Nuno Pinheiro, Óscar Silva, Patrícia Portela, Ricardo Correia, Rui Pina Coelho, Roberto Terra, Sérgio Matias, Sónia Baptista, Teresa Coutinho e Tiago Cadete.
As obras apresentadas partem de matérias que atravessam o quotidiano íntimo e político, abordando temas como heranças coloniais e violências históricas, migrações e histórias familiares, o corpo como território político, as ambiguidades do gesto político e do luxo, ou as tensões entre amor, identidade e conflito ideológico.
Outras propostas exploram o erro, o tempo e a presença, cruzam autobiografia, mito e ficção, ou propõem dispositivos performativos que deslocam o teatro para o espaço doméstico, para a rua ou para a própria cidade.
O festival culmina a 27 de março, Dia Mundial do Teatro, com propostas inéditas que expandem o teatro para além da sala de espetáculos, envolvendo a cidade, a comunidade e a casa como territórios de criação.
A programação inclui ainda o programa de mediação Escola do Espectador Emancipado, que promove conversas pós-apresentação, seminários sobre processos de composição e oficinas dedicadas à reflexão crítica sobre dramaturgia contemporânea e crítica teatral, aproximando prática artística e pensamento crítico.
Colectivo 84 é uma estrutura de criação e programação em artes performativas, fundada por John Romão e Mickaël de Oliveira, apoiada – desde 2010 – pela Direção-Geral das Artes (Ministério da Cultura).
Com base em Aveiro desde 2024, o Colectivo 84 desenvolve os seus projetos em todo o território português e em particular na Região Centro, onde tem concentrado os programas artísticos entre os seus distritos, com a missão de democratizar as práticas teatrais contemporâneas.