Luís Souto Miranda assumiu, ontem, em reunião de Câmara, que chegou a considerar a viabilidade de manter a antiga sede da CERCIAV como parte da ampliação do conservatório mas que tal se revelava tecnicamente impraticável.
O autarca de Aveiro defende que para governar é necessário coragem para enfrentar desafios que podem ser impopulares.
A propósito da demolição da casa que está em curso e que vai dar lugar à empreitada de reabilitação e ampliação do conservatório, Souto apresentou uma lista de obras que vão entrar em cena.
Destacou a do conservatório pelo desafio que encerra incluindo contestação judicial.
O autarca diz que está em Aveiro para decidir sem medo (com áudio)
A antiga sede da CERCIAV, também conhecida como "casa dos Vilas Boas", está em processo de demolição.
Foi um dos temas quentes da campanha eleitoral há um ano na corrida às autárquicas.
Entre irmãos foi mesmo uma das batalhas travadas pelos dois principais candidatos ao cargo.
Alberto Souto chegou a interpor providência cautelar para travar a demolição.
Reconhece que perdeu a causa para o anterior e atual autarcas de Aveiro.
“Crime patrimonial doloso. Houve um criminoso patrimonial que ordenou. Outro que executou. É uma delapidação absurda e irracional da nossa identidade. Como é que não tivemos lucidez cívica para impedir isto? Como é possível que a arrogância ignara e mouca destrua o nosso património ? Como é possível que a partidarite acéfala se sobreponha ao bem comum? A política medíocre no seu melhor. Lutei o que pude. Ganhou o camartelo cultural. Não nos inconformamos suficientemente e com mais sabedoria. O conservatório não precisava desta música fúnebre. Tudo tão triste e anoitecido”.
A obra está a concurso por 8,5 milhões de euros.