BitOcas Fernandes apresenta-se em Travassô.
Artista multidisciplinar aposta no cruzamento de artes visuais, ecologia, música e cidadania.
Entre os dias 4 e 6 de setembro, no Parque de Almear, em Travassô, Águeda, apresentam-se as diferentes versões do trabalho deste artista, que já conta com uma carreira de quatro décadas e que vão dar vida ao cenário e às dinâmicas do Festival Drop - Laboratório de Criação e Experimentação Sonora, organizado pela Luarky - Associação Cultural e Recreativa.
Vítor Fernandes multiplica a sua arte e alonga a curiosidade por vários projetos, com o entusiasmo pueril de um inventor.
A curiosidade sobre os seus trabalhos aguça-se logo no momento em que se conhece o nome com que os batiza: Suspensório Musical, M ixer 3.0, Viagem ao Centro do Som, O Jogo Aberto, Bebicleta Tribiana .
Depois vem o multissensorial que cada experiência entrega: num sem fim de diversões onde todas as idades e tamanhos levitam num universo insólito composto por banheiras e sofás esvoaçantes, jogos à escala humana e um carrossel de bambu; numa mesa de mistura não eletrónica, em que o maestro conduz as explorações musicais dos músicos espontâneos com botões feitos de objetos do dia-a-dia; numa instalação sonora interativa, que existe em modo permanente no Clic.Lab, num cenário envolto pelas grandes cubas de vinho da descontinuada instituição vitivinícola de Águeda, e em versão itinerante por todo o território.
BitOcas cruza arte, ecologia, educação musical e cidadania com os quais procura inspirar no outro um sentido de movimento, libertação criativa, empatia e muita diversão.
O evento dedicado aos instrumentos de sopro, tradicionais e ultra-não-convencionais, que cruza arte, sustentabilidade e comunidade, no Parque do Almear, em Travassô, Águeda, é oportunidade para rever o trabalho criativo.
O que começou com um convite para fazer um workshop de construção de instrumentos com material reutilizado, rapidamente se transformou numa colaboração permanente, em que o artista assumiu funções como a direção da cenografia e a pensar os destinos do festival, juntamente com a equipa criativa do evento.
“Este festival para mim representa um retiro criativo anual que decidi dar a mim próprio. Fui muito bem acolhido e, desde o início, tiramos férias de outras coisas para acampar no local do festival e construir, em conjunto, os sonhos que vamos tendo ao longo do ano”.
Nesta segunda edição, BitOcas vai somar mais elementos e interação ao “Exploratório”, nome que abrange três dimensões do festival, compostas por instalações sonoras, cenografia interativa e espaço lúdico.
Este ano, o Drop promete.
Até a sua torre faroleira, uma das principais atrações do evento, vai regressar.
Outra das novidades é a sua participação como músico-ator no espetáculo “Dropestra”, criação da Luarky desenvolvida exclusivamente para o festival, com a direção artística de Brian Carvalho.
Entre os dias 4 e 6 de setembro, há concertos, performances, imersão na natureza e muita arte do BitOcas para experienciar, junto ao rio, no Parque de Almear, em Travassô.