Partido Reagir apela ao reforço da prevenção de fogos florestais no distrito de Aveiro - Opinião de Sérgio Vieira

Há meses alertámos para a falta de meios, para as fragilidades do SIRESP e para a necessidade de reforçar a prevenção no distrito de Aveiro.

Ontem, em Eixo e Eirol, foram mobilizados 315 operacionais, 86 viaturas e 11 meios aéreos. A A1 esteve cortada durante mais de cinco horas, provocando enormes filas e condicionando uma das principais artérias económicas do país.

Mas o problema não se mede apenas em números.

Em Arouca, quatro bombeiros ficaram feridos, três deles com gravidade, quando se deslocavam para combater um incêndio. Uma viatura destruída, famílias em sofrimento e homens que arriscam diariamente a vida por todos nós.

E perguntamos: quanto custa ao distrito cada hora de uma A1 encerrada? Quanto perdem as empresas com entregas adiadas, transportes parados e trabalhadores retidos? Quanto mais terá de acontecer para que as promessas deixem de ser anúncios e passem a ser meios concretos no terreno?

Até Quando?

Até quando vamos continuar a falar de prevenção depois de o fogo começar?

Até quando os nossos bombeiros terão de enfrentar terrenos difíceis, grandes áreas florestais e condições extremas sem que exista uma verdadeira estratégia permanente para o território?

Até quando o distrito de Aveiro terá de voltar a demonstrar, incêndio após incêndio, que não pode ser tratado como um território de segunda linha?

O Governo anunciou investimentos e medidas para reforçar o SIRESP e as comunicações críticas, incluindo 36 milhões de euros de investimento e novas estações móveis.

Mas as populações e os operacionais precisam de mais do que anúncios.

Precisam de medidas concretas. Precisam de meios. Precisam de prevenção. Precisam de resposta. E precisam dela antes da próxima emergência.

A Distrital de Aveiro do Partido REAGIR continuará a exigir que os compromissos assumidos para o distrito sejam efetivamente cumpridos.

Porque não podemos aceitar que a política pública continue a chegar depois da tragédia.

Não queremos mais discursos depois dos incêndios.

Queremos prevenção antes dos incêndios. Não queremos promessas. Queremos meios no terreno.

O distrito de Aveiro já perdeu demasiado território, demasiado património e já colocou demasiadas vidas em risco.

Não queremos voltar a ouvir explicações depois da tragédia. Queremos respostas antes dela.

A pergunta mantém-se: até quando?

 

Sérgio Vieira

Responsável Distrital de Aveiro

Partido REAGIR