Helga Correia reitera que pensões “são absolutamente sagradas” .

Helga Correia reitera que pensões “são absolutamente sagradas” e afasta fantasma da privatização.

A deputada do PSD eleita por Aveiro defendeu no Parlamento a ideia de que as pensões “são absolutamente sagradas” e “estão protegidas” com este governo.

Intervindo numa audição do coordenador o grupo de trabalho da reforma da Segurança Social, a parlamentar social democrata destacou que o relatório produzido exclui o “fantasma da privatização”.

“A posição do Governo é clara e foi já reafirmada por vários dos seus membros e pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro: As pensões são absolutamente sagradas; as pensões presentes e do futuro estão protegidas com este governo” vincou Helga Correia, sublinhando que qualquer reforma estrutural futura “só é possível com um pacto de regime, com um entendimento nacional e um compromisso prévio perante os portugueses”.

Helga Correia falava perante o coordenador do grupo de trabalho constituído pelo Governo para propor medidas tendentes à reforma da Segurança Social, Jorge Bravo, tendo enfatizado que “não vale a pena abanar com os fantasmas” como o de que “estamos a escancarar a Segurança Social aos privados por via da inscrição automática”, juntando à lista exemplos de posições de outros partidos – o “truque de contabilidade criativa” a que se refere o BE, ou o “ataque sem precedentes ao sistema público” acenado pelo PCP.

Helga Correia referiu-se aos vários estudos feitos ao longo dos anos, para notar que “nenhum analisou com esta profundidade a reforma da Segurança Social e o contrato entre gerações”, depois de ter enfatizado que este relatório “é o primeiro a fazer uma caracterização e diagnóstico dos vários sistemas”, para concluir que “este é um tema apetecível do ponto de vista eleitoral, mas não podemos cair em populismos, nem ameaçar com fantasmas”.

“O relatório exclui expressamente o fantasma da privatização, do plafonamento e a capitalização. Mantém a repartição e preserva integralmente os direitos adquiridos e as pensões em pagamento” destacou a deputada aveirense, vincando “a sustentabilidade, adequação e equidade do contrato entre gerações” nele vertidas.