O PS quer um referendo sobre o Cais do Paraíso e o Chega quer falar diretamente com o investidor para perceber se existe flexibilidade na proposta de implantação de um hotel nos terrenos à entrada da cidade.
A proposta da maioria que levou a não revogação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso a votação, em reunião de Câmara, foi chumbada pelos cinco vereadores do PS (4) e do Chega (1) e o tema vai regressar à Assembleia Municipal de Aveiro.
“Pressão” passa para os deputados eleitos pela maioria AD que detém maioria absoluta naquele parlamento local.
O Plano de Pormenor continua em vigor e a maioria alerta para o impacto negativo desta iniciativa da oposição que reabre o debate pouco mais mais de um mês depois da aprovação do PP do Cais do Paraíso que prevê a construção de um hotel com até 12 pisos.
Luís Souto diz que os investidores interessados no mercado de Aveiro podem começar a sentir-se indesejados e o PS não abdica da posição assumida durante a campanha eleitoral e quer o Plano revogado e o processo reaberto.
O PS entende que a implantação de um edifício com aquela volumetria não deve ser feita naquele local.
Rui Castilho Dias propôs a realização de um referendo (com áudio)
O vereador do Chega alinhou com o voto do PS mas deixou críticas à argumentação “pobrezinha”.
Coloca o foco na questão da legalidade dos procedimentos que levaram à aprovação do Plano de Pormenor do Cais do Paraíso.
Diogo Machado chegou a sugerir que a deliberação de revogação fosse adiada deixando claro que o processo tendo “começado mal” não pode acabar mal sob pena de colocar o Município em situação difícil.
Sugeriu que o escrutínio do Ministério Público” ao processo pode funcionar como fonte de segurança.
Ainda assim pediu que fosse promovido encontro com o investidor para perceber se existe “flexibilidade” em ajustar o projeto de investimento.
Fala em pecado original pela definição de um plano que assenta numa aposta de investimento não sustentada na aquisição de terrenos.
Aponta o dedo a Ribau Esteves pela forma “apressada” como o dossiê foi gerido (com áudio)
Os vereadores do PS alegam que a informação dos serviços da autarquia não aponta consequências financeiras decorrentes da revogação.
Já quanto aos argumentos de Luís Souto Miranda sobre a imagem do Município e as eventuais responsabilidades decorrentes de uma mudança tão repentina, ao fim de poucas semanas, e sem argumentos que o justifiquem, a bancada do PS diz que mesmo que surjam pedidos de indemnização terão custos “irrisórios” face às consequências da construção.
Paula Urbano contesta a submissão de um instrumento de planeamento aos interesses de investidores mas Luís Souto lembrou que no seio do PS há quem reconheça esse formato como legítimo.
Souto resumiu o debate deixando claro que a defesa do PP do Cais do Paraíso assenta no “interesse público”.
E lembra que a captação de investimento, riqueza e criação de emprego são propósitos que devem ser acarinhados (com áudio)