A Câmara de Ílhavo anuncia que a reunião de 23 de Julho poderá ser decisiva na instrução do processo para o pedido de empréstimo que vai ajudar a gerir os pagamentos de obras PRR incapazes de cumprir prazos de execução até 31 de Agosto.
O tema voltou ao debate político esta semana em reunião pública na Gafanha da Encarnação.
Perante as questões colocadas pela principal força da oposição o autarca de Ílhavo falou em trabalho preparatório para definir as necessidades a partir das penalizações que acarretam os atrasos em obras.
Tendo o dia 31 de Agosto como referência e sabendo que apenas 3 das 9 empreitadas vão conseguir cumprir prazos, Rui Dias admite que o mês de Julho venha a ser decisivo para conhecer montantes e autorizações políticas para a contratação do empréstimo (com áudio)
A resposta do autarca de Ílhavo foi desencadeada pela pergunta de João Campolargo, ex-presidente da Câmara de Ílhavo e vereador da oposição eleito pelo movimento independente Unir para Fazer, que lançou sinal de preocupação pelo que diz ser o alargamento dos prazos de pagamento da autarquia.
Campolargo quer saber porque tarda o debate sobre o pedido de empréstimo e quais as soluções para garantir dinheiro não apenas para obras mas também para compromissos assumidos no âmbito da gestão da autarquia.
Alega que do exterior surgem sinais de preocupação pelo alargamento de prazos de pagamento.
Questiona a maioria sobre a natureza do empréstimo, se será exclusivamente para obras ou também para pagamentos correntes.
Qualquer que seja a opção, admite que é tempo de agir.
E deixa crítica à gestão financeira e gestão política considerando que Ílhavo pode estar de regresso à derrapagem de prazos (com áudio)
A maioria camarária da AD esclarece que os prazos de pagamento estão entre os 30 e os 60 dias de acordo com a legislação em vigor e diz não ter sinais desse desconforto por parte dos fornecedores.
Rui Dias aproveitou para criticar o voto contra o orçamento por parte de elementos da bancada municipal do UpF (com áudio)
A gestão financeira da autarquia está de novo no centro do debate político.