A distrital de Aveiro do Partido Socialista não gostou da solução encontrada para a constituição da nova administração da AdRA.
Confirmada a nomeação de Joaquim Baptista (na imagem) como Presidente do Conselho de Administração da empresa Águas da Região de Aveiro (AdRA), a poucos meses de terminar o seu terceiro mandato enquanto Presidente da Câmara da Murtosa e o de Presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), o PS “desaprova” a escolha.
“Esta eleição, em assembleia-geral da empresa controlada pela Águas de Portugal (AdP) e pelos Municípios da Região de Aveiro, é um claro movimento de atribuição de uma posição que depende da tutela política do Governo, a um seu correligionário em final de carreira autárquica”, refere nota da estrutura liderada por Hugo Oliveira.
O final de ciclo político para muitos autarcas do PSD e do CDS constitui-se como argumento do PS para considerar que há “legitimidade precária” para proceder a estas alterações.
Para o PS, torna-se “evidente” que estas mudanças são “instrumentais para garantir a colocação de um autarca do PSD na liderança de uma empresa determinante para a sustentabilidade ambiental e a prestação de um determinante serviço público às populações da Região de Aveiro”.
Lembra que o próprio Governo está demissionário e é a entidade que tutela a Águas de Portugal, acionista de referência na empresa de águas.
“Usar o controlo que detêm sobre uma empresa intermunicipal, condicionando a sua gestão futura, para atribuir um lugar de proeminência a um dirigente e autarca do PSD em fim de ciclo político, é um expediente que só pode ser inequivocamente reprovado e repudiado pelo Partido Socialista”, declara Hugo Oliveira.