Chega crítica PS e pede compromisso entre partidos em torno do hospital.

O Chega desvaloriza a tomada de posição do PS sobre a falta de referências ao Hospital Infante D. Pedro, no Orçamento de Estado para 2027, recordando o histórico de décadas para concluir que quando podia fazer algo não concretizou e agora está à procura de soluções para aparecer na fotografia.

Diogo Soares Machado, vereador na Câmara de Aveiro lembra que, em 20 anos, o PS governou 14 sob o comando de José Sócrates e António Costa.

“Não me consta que os Aveirenses tenham notado alguma intervenção de fundo, ampliação ou requalificação, no Hospital De Aveiro Aveiro durante esses prolongados anos de (des)governo socialista, para além da instalação de contentores provisórios para o ambulatório, há já mais de dez anos e que, assim, se tornaram definitivos”.

A falta de investimento e o arrastamento de processos burocráticos que mantém o hospital dependente de condições “obsoletas” levam o Chega a assumir “indignação” perante a falta de avanços quando comparada com as centenas de milhões de euros canalizadas para outras estruturas.

Diogo Soares Machado fala em “hipocrisia” política dos Deputados socialistas eleitos por Aveiro, “os quais, agora, reclamam que o nosso Hospital esteja contemplado no OE2027, quando ignoraram, olímpica e vergonhosamente, o seu e o nosso Hospital Infante Dom Pedro nos últimos vinte anos”.

Este é mais um despique verbal em semanas marcadas pela proposta de orçamento.

O Grupo Parlamentar do Chega que tinha anunciado a entrega de requerimento para a audição do Presidente do Conselho de Administração da ULS Região de Aveiro na Comissão de Saúde da Assembleia da República, adianta também ter preparado o requerimento para a discussão na especialidade do OE2027, exigindo ao Governo que o Hospital Infante Dom Pedro seja incluído no documento e que o projecto seja finalmente executado e a obra possa ser adjudicada, garantindo o respetivo envelope financeiro.

Apesar da crítica direta ao PS, o Chega diz que o assunto deve mobilizar todos os partidos.

“No entanto e apesar da evidente falta de vergonha e comprovada hipocrisia dos socialistas, este não é um assunto para guerras e guerrilhas políticas e partidas. É, isso sim, um assunto em que todos somos importantes e contamos, pelo que registo com satisfação a vontade do PS Aveiro em se juntar a esta luta. Nunca é tarde para corrigir a trajetória, emendar a mão e corrigir os próprios erros e omissões”.