Ricardo Matos assume que lidera uma das unidades locais de saúde mais carenciadas do país.
O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro afirma-se conhecedor do problema mas motivado para tentar melhorar as condições da ULS.
Criar uma nova urgência, novas salas de bloco operatório e cuidar da climatização do internamento são prioridades assumidas pelo conselho de administração da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro.
Ricardo Correia de Matos esteve em audição parlamentar na Assembleia da República.
Traçou um quadro preocupante sobretudo porque não se resolve do dia para a noite.
Para já e quanto à urgência e cirurgias espera garantir meios para um projeto que vai redimensionar as condições de trabalho.
Até lá vigoram medidas de contingência com recurso a unidades públicas e privadas (com áudio)
Ricardo Matos em declarações em audição parlamentar na Assembleia da República.
Ali traçou um quadro preocupante para os utentes dos serviços de saúde.
Falta de camas, de recursos humanos e de condições para poder diminuir as listas de espera para consultas e cirurgias são assumidos como obstáculos à resposta mas também à capacidade de atrair profissionais interessados em concorrer aos concursos.
Ricardo Correia de Matos admite que existe urgência no avanço dos procedimentos para desenvolver o projeto de ampliação.
A ULS apresenta dados que a colocam abaixo da média nacional ao nível de consultas e cirurgias.
Apresenta a média de 88 cirurgias por cada mil habitantes quando a média nacional aponta para 135 cirurgias por cada mil.
As listas de espera contam com 66482 pessoas à espera de primeira consulta e com espera superior a 12 meses para 23696 pessoas.
A mediana de espera é de 248 dias e a percentagem de consultas fora de tempo máximo chega aos 72,4%.
Ricardo Correia de Matos assume que a consulta hospitalar apresenta “indicadores muito maus” em grande parte devido ao quadro médico reduzido para as necessidades e em comparação com unidades de dimensão idêntica para universo populacional semelhante (com áudio).
Aveiro realiza metade das cirurgias que realiza por exemplo o Entre Douro e Vouga.
São cerca de 6 mil por ano em Aveiro contra as mais de 12 mil anuais na Feira.
O hospital dispõe de 350 camas, menos 40 do que a ULS de Entre Douro e Vouga o que tem provocado condicionamentos em épocas de contingência, com menos cams disponíveis e suspensão de atividade cirúrgica.
A urgência, preparada para receber 180 pessoas diárias, recebe recebe 380, mais do dobro.
O hospital tem 80% do internamento sem climatização e essa é uma das ações imediatas.
Tem em curso projeto para garantir respostas aceitáveis.
A nova equipa de gestão que assegura a liderança desde 22 de Maio admite que o projeto para a ampliação do hospital de Aveiro é decisivo mas vai exigir mais com investimentos em Águeda e Estarreja, hospitais da ULS da Região de Aveiro.
Os deputados assumem a urgência de qualificar serviços de saúde na região de Aveiro.
PS, PSD e Chega trocaram farpas sobre responsabilidades políticas em 10 anos de arrastamento do processo de ampliação do hospital.
Elogiam a administração por aceitar o desafio de guiar o processo.
Na conversa estiveram os 30 milhões anunciados pelo antigo ministro Manuel Pizarro.
Dinheiro que a ULS admite ter sido realocado atendendo ao arrastamento do processo de ampliação e sem obra à vista.
Susana Correia , do PS, apontou o dedo ao Governo atual e à bancada do PSD pelo voto contra a proposta para inclusão de verbas no orçamento de 2027 e recordou palavras de Montenegro há um ano sobre o arranque da obra em dois meses.
Apontar de culpas que o Chega, enquanto partido que desencadeou a audição, diz deixar PS e PSD mal na fotografia.
Armando Grave admite que o tema deve merecer mais atenção por parte do poder político.
Dos partidos que falaram nesta audição fica a garantia do reconhecimento da situação “preocupante” e do apoio político para resolver os problemas enfrentados (áudio integral).