O PCP assinala os 50 anos da Constituição da República Portuguesa.
Data será evocada em sessão pública no próximo dia 25 de Abril.
No momento em que se debate a oportunidade para uma revisão, com os partidos de direita em convergência, o PCP olha para o legado de Abril.
“Pela relevância histórica do processo constituinte, pela emergência nacional da concretização do projeto constitucional e pela necessidade atual da sua defesa, a Comissão Concelhia de Aveiro do PCP, assinalando esta efeméride, vem tornar pública a realização de um concerto comemorativo dos 50 anos da Constituição de Abril no próximo dia 25 de abril, no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Aveiro, pelas 21 horas”, refere nota do PCP.
O concerto contará com a presença de músicos e bandas da região, nomeadamente Bella Ciao (Andreia Barão, Acordeão; Fernando Meireles, Violino), Música com Paredes de Vidro (Carlos Canhoto, Saxofone; Fausto Neves, Piano; Hugo Brito, Violino, Manuel Pires da Rocha, Violino), Verde Abril (Freddy String, Voz e Guitarra; Alexandre Mano, Baixo; Miguel Leitão, Saxofone e Back Vocals; Nuno Silva, Trompete e Back Vocals; e Tiago Cardoso, Bateria), e ainda atuações dos músicos Rui Oliveira e Gamblim Sam.
Este evento contará ainda uma recitação de poesia por Carolina Letra.
No dia 2 de abril de 1976, a Constituição da República Portuguesa foi aprovada pela Assembleia Constituinte, entrando em vigor a 25 de Abril do mesmo ano.
“Enquanto fiel expressão da Revolução, foi uma importante vitória do nosso povo, das forças democráticas e dos militares de Abril, consagrando na lei fundamental as conquistas e os valores do 25 de Abril, os direitos e liberdades fundamentais e um conjunto de direitos sociais que ainda hoje se fazem profundamente sentir”.
O PCP encontra no texto fundamental os valores e princípios de Abril de 1974 na medida certa.
“Apesar do texto constitucional original ir mais longe quanto aos objetivos e orientações para um Portugal mais justo, desenvolvido e soberano, o carácter avançado e progressista que preserva, continua a ser um elemento de convergência dos democratas e patriotas que aspiram a um Portugal desenvolvido, de progresso e justiça social e uma arma de defesa dos direitos dos trabalhadores e do povo”.