Obras dos ilhavenses Óscar Graça e Óscar Marcelino da Graça em exposição e concerto no Cineteatro Alba.

Obras dos ilhavenses Óscar Graça e Óscar Marcelino da Graça em exposição e concerto no Cineteatro Alba.

O Cineteatro Alba inaugura a exposição “Velox Pondera – Pintura Sobre Jazz”, a 19 de fevereiro, com um concerto do disco que lhe serviu de inspiração.

Esta obra de Óscar Graça é fruto de um trabalho que o artista idealizou a partir da audição do disco “Velox Pondera”, música jazz de autoria do seu filho Óscar Marcelino da Graça.

A exposição, inserida no XII Encontro Literário “Para Além de Princesas e Dragões”, será inaugurada no próximo dia 19, no Cineteatro Alba, pelas 21h30, seguindo-se o concerto do trio do pianista Óscar Marcelinho da Graça, que apresentará ao vivo, no “Às Quintas”, no Espaço Café-Concerto, o disco “Velox Pondera”, cujas faixas motivaram este conjunto de pinturas.

O artista imprime nas suas obras uma expressividade abstrata, quase religiosa, quase uma sacralização em que a harmonia com as músicas, transmitindo uma profunda carga emocional e espiritual, procurando ir além da simples representação visual.

Através de grandes campos de cor e formas simples, o artista procurou criar experiências imersivas que tocam o espectador a um nível íntimo e universal.

As suas pinturas convidam à contemplação e ao silêncio, funcionando como portais para estados de espírito intensos e, por vezes, contraditórios.

A interdisciplinaridade é um fenómeno milenar na criação artística.

Uma escultura que inspira um poema, um poema que inspira uma pintura, uma pintura que inspira uma música.

Se a exposição tem, naturalmente, um tempo e uma narrativa a assimilar por cada observador, a performance ao vivo da música de “Velox Pondera” - imbuída das idiossincrasias exploratórias do jazz – procura provocar uma reflexão sobre os paralelismos e os contrastes entre as diversas formas artísticas.

O pianista Óscar Marcelino da Graça, o contrabaixista Demian Cabaud e o baterista Marcos Cavaleiro têm colaborado, ao longo dos anos, em diferentes projetos.

Na música do trio, a procura incessante da não repetição formal ou de arquétipos, aliada à indivisibilidade do coletivo, será porventura a característica predominante.

A música em “Velox Pondera” raramente é complexa na sua composição, mas as contínuas comunicações e a preocupação com o som coletivo garantem um carácter orgânico que não é simples de analisar. É sentir e desfrutar.

A exposição “Velox Pondera - pintura sobre jazz” pode ser visitada até 31 de março, durante o horário normal de funcionamento do Cineteatro Alba.