O Município de Ílhavo assinala os 25 anos da obra de ampliação e reabilitação do Museu Marítimo e Rodrigo Leão é o artista convidado.
Sessão comemorativa decorre nos dias 21 e 23 de Outubro.
Na quarta, dia 21, pelas 17h30, terá lugar a sessão que assinala os 25 anos da obra com destaque para a inauguração da exposição temporária “Visto bom para Portugal: Memórias de uma Viagem”.
A exposição propõe-se explorar a neutralidade e a posição geográfica de Portugal, durante a Segunda Guerra Mundial, que transformaram o país num importante ponto de passagem para milhares de refugiados europeus que procuravam escapar à perseguição nazi.
Esta exposição conta com o apoio institucional da Aristides de Sousa Mendes Foundation e com o apoio financeiro da Tamara van den Bergh Ferguson Foundation.
Estará patente na sala de exposições temporárias até dia 2 de maio de 2027.
Pelas 19h00, terá lugar o 4º concerto de um Ciclo de Música de Câmara “A Música e os Refugiados”, um recital de violino e piano, com Elicia Silverstein e João Casimiro Almeida, no Museu Marítimo de Ílhavo.
Obras de Stravinsky, Snittke, Bartok e Bloch evocando a partida, a viagem, a perda e a procura de um novo lugar estão em destaque neste espetáculo.
O concerto é gratuito e os bilhetes estão disponíveis no Museu Marítimo de Ílhavo.
No dia 23 de outubro, a Casa da Cultura de Ílhavo recebe Rodrigo Leão, para o concerto comemorativo dos 25 anos da Ampliação e Remodelação do Museu Marítimo de Ílhavo.
O compositor apresenta a obra “O Rapaz da Montanha”, que cruza emoção, palavra e memória num retrato “íntimo e coletivo” do país.
Os bilhetes estão disponíveis no 23 Milhas e na bilheteira online BOL.
Projeto assinado pelo gabinete de arquitetura ARX Portugal concretizou-se em 2001 garantindo novo impulso ao Museu.
Intervenção viria a ser distinguida com o prémio AICA/MC 2002 da Associação Internacional dos Críticos de Arte do Ministério da Cultura, nomeado para o prémio SECIL 2002 e para o prémio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea 2003/Mies Van Der Rohe.
O diálogo entre a arquitetura e o discurso das exposições permanentes, a amplitude dos espaços, a geometria e os raios de luz que invadem as salas e corredores deram ao ampliado Museu Marítimo de Ílhavo um traço apreciável de modernidade e vincado experimentalismo.
O projeto arquitetónico permitiu ancorar novos volumes que ‘alojam’ a grande Sala da Ria, a “torre” negra central das exposições temporárias; o corpo administrativo, a biblioteca e a cafetaria.
A água visível a partir de todos os corpos passa a ser o elemento de ligação da experiência do Museu, sendo, na realidade, o suporte da sua temática marítima e também um potencial campo expositivo.