Gilad Hekselman, Amaro Freitas, Rita Payés e Adam Ben Ezra no Campus Jazz.

Nomes de referência do jazz internacional e nacional, enquadrados num programa "diverso, eclético e pensado para apreciadores de música, estudantes, profissionais e investigadores", voltam a ser o foco do Campus Jazz – Festival de Jazz da Universidade de Aveiro.

A região volta a afirmar-se como ponto de encontro do jazz, num programa que integra concertos, masterclasses, workshops, exposições, jam sessions e o concurso internacional, decorrendo de 30 de abril a 3 de junho.

O Campus Jazz afirma-se, anualmente, como um projeto cultural e pedagógico de referência a nível nacional, pela articulação entre criação artística, formação avançada, investigação académica e ligação ao território.

O festival é organizado pela Universidade de Aveiro (UA), com o apoio dos municípios da região (Aveiro, Albergaria-a-Velha, Estarreja) e outros parceiros institucionais com responsabilidades na formação, criação e divulgação do jazz. 

O programa consolida o percurso da UA nos domínios do ensino artístico, da investigação e da relação com a comunidade.

O cartaz da sexta edição reúne figuras de reconhecido prestígio como Gilad Hekselman, Amaro Freitas, Rita Payés e Adam Ben Ezra, configurando um programa que privilegia o diálogo entre abordagens estéticas, distintas geografias e diferentes gerações.

Por outro lado, o centenário de nascimento de duas referências maiores da história do jazz, Miles Davis e John Coltrane, sublinhando a permanência e atualidade do seu legado artístico, não poderá deixar de estar refletido no programa.

O arranque do festival voltará a coincidir com as celebrações do Dia Internacional do Jazz, a 30 de abril. Caberá ao Hugo Santos Quinteto — vencedor do Prémio de Melhor Ensemble na edição de 2025 do Concurso Internacional de Jazz da UA — inaugurar o festival no Mercado do Peixe, em parceria com o Município de Aveiro.

Destaca-se igualmente a segunda edição do Estágio de Big Band, orientado pelo trompetista e compositor Philip Lassiter. 

Aberto a músicos de diferentes proveniências e níveis formativos, o estágio pretende potenciar o capital artístico das bandas filarmónicas da região e dos jovens instrumentistas em formação, culminando numa apresentação pública de repertório original do convidado.

Pela terceira vez, a Orquestra Filarmonia das Beiras integra a programação do Campus Jazz, desta vez, num encontro com a trombonista e cantora catalã Rita Payés que evidenciará a confluência entre jazz orquestral, canção e lirismo mediterrânico, sob direção do maestro Jan Wierzba.

A Orquestra de Jazz da UA, por seu turno, volta a partilhar palco com um nome maior do jazz contemporâneo, desta feita, o guitarrista Gilad Hekselman, num encontro que promete explorar territórios de grande subtileza tímbrica e harmónica, a partir do repertório original do músico

As escolas secundárias e profissionais da região com formação em jazz voltam a assumir um papel ativo na programação, participando em atividades pedagógicas e apresentando-se em formato showcase, reforçando a dimensão didática e inclusiva do festival.

O Campus Jazz 2026 acolhe a 6ª edição do Concurso Internacional de Jazz da UA, plataforma privilegiada de revelação de novos talentos que terão visibilidade nacional integrando a programação de festivais, como o ”Guimarães Jazz”, o ”Estarrejazz” e o ”Que Jazz É Este?”, bem como na edição subsequente do Campus Jazz.

O período de candidaturas de ensembles começa a 1 de abril. 

A fase final do concurso terá lugar no Cine-Teatro de Estarreja, na mesma noite em que serão anunciados os vencedores e decorrerá a cerimónia de entrega de prémios, a 3 de junho, encerrando-se esta edição do Campus Jazz.

Este festival sublinha o papel estruturante do Centro de Estudos de Jazz (CEJ), criado na UA em 2007 e dedicado à investigação, documentação e preservação de património arquivístico no domínio do jazz. 

No CEJ, instalado na Biblioteca da UA, mantém-se patente a exposição “Corpo e Alma: o Jazz e os seus divulgadores em Portugal”, que será transposta e reinterpretada para uma publicação que pretende fazer perdurar o seu legado.