O Festival Rádio Faneca regressa ao Centro Histórico de Ílhavo com programação entre 5 e 7 de junho.
A organização, a cargo do 23 Milhas, projeto cultural do Município de Ílhavo, já apresentou o cartaz musical do festival que inclui também projetos de comunidade, teatro nos becos, atividades para a família no jardim, cinema, mercados de trocas e vendas, jogos tradicionais e uma emissão de rádio que acontece durante todos os dias do festival ao vivo, em FM e online.
No cartaz estão Rita Cortezão, Ana Lua Caiano, Bruno Pernadas, Sapatrux (dj set), Sofia Leão, o encontro PRAIA de Designer Tiago, Luna Jacome e Núria Mandane, Inês Marques Lucas, noiserv, Sérgio Godinho & os Assessores com o convidado Samuel Úria, A Quatro Mãos, o encontro PRAIA de Hugo Marques, Luana Torrão e Sekai, A Sul, Expresso Transatlântico e, a fechar, a Orquestra do Mar, projeto de comunidade, com mais de cinco dezenas de pessoas da comunidade, orientado por Filipe Sambado, que interpretam António Variações.
O projeto Casa Aberta, que acontece desde a primeira edição do Festival Rádio Faneca em 2012, e que desafia a comunidade do Centro Histórico a abrir portas para acolher desconhecidos para um jantar e uma performance, volta a acontecer e tem a dramaturga, poeta e programadora Teresa Coutinho como orientadora de uma edição que fala famílias, lojas e grupos de vizinhos sobre superstições, amuletos, a fé e a sorte, o tema do festival em 2026.
Dez grupos acolhem cerca de quatro dezenas de desconhecidos no jantar do dia 6 de junho, sábado.
As inscrições para este momento, que todos os anos esgotam em minutos, estão abertas esta quinta-feira, a partir das 18h00, num link disponibilizado nas redes sociais (Facebook e Instagram) do festival.
Também o projeto Histórias nos Becos regressa ao Centro Histórico de Ílhavo, sob a orientação da atriz e criadora Cecília Henriques, que se juntou a três atrizes, Maurícia Barreira Neves, Nuna e Rossana Ionesco, para contarem as histórias mirabolantes, reais ou não, da sorte, das superstições e dos fantasmas que encontraram nos becos do Centro Histórico.
Criaram-nas a partir de relatos dos moradores, mas também da memória de Rosário Ribeiro, do Centro de Documentação de Ílhavo.
Também nos becos, estarão os Moinhos Estrambólicos, promovidos pela 4iSCT, tendo como parceria um conjunto alargado de organizações, das quais se destaca a CERCIAV e que refletem sobre as alterações climáticas a partir do que sugerem através das suas construções e das histórias que contam.
Além de concertos, discos pedidos, concertos, emissões especiais e o podcast ao vivo Os Cinéfilos que Ninguém Pediu, a rádio do festival irá acolher uma conversa do Centro de Documentação de Ílhavo sobre Devoção e Identidade que recebe o investigador André Pedreiras, Eliana Fidalgo, e Rosário Ribeiro, Mafalda Oliveira e Pedro Vieira, membros de comissões de festas religiosas do município.
No domingo, o Clube do Pensamento, do Laboratório do Envelhecimento, junta-se ao casal André Tecedeiro, poeta e dramaturgo, e Laura Falésia, investigadora e autora do podcast «Memória Futura» para falar sobre sorte, amor e destino na conversa «já fomos tantas coisas e só agora é que começámos».
Em percurso pelas ruas do Centro Histórico de Ílhavo, dez lojas do comércio local acolhem o projeto Oito Cartas, de Francisco Calisto, que ilustrou oito cartas em torno das histórias da sorte, da superstição, do ritual, das escolas do oculto, da estética do tarot e da mística local.
Para contextualizar e jogar com essas oito cartas existe uma caderneta, disponível nas lojas e no posto de informação do festival, que não só indica o mapa das lojas onde se encontram as cartas, e se estende o conhecimento do comércio ilhavense, mas também se descobre a sorte de cada um.
Outra das novidades desta edição é o regresso do cinema ao Festival Rádio Faneca, desta vez através de um ciclo de curtas para a infância - «Sorte, acasos e coisas estranhas» - com a curadoria da SUNO que inclui «Ice Merchants», «O Peculiar Crime do Estranho do Sr. Jacinto» e «Ahead».
No Jardim Henriqueta Maia, mantém-se as atividades para as famílias, contando com brincadeiras para os mais pequenos e, este ano, com os jogos tradicionais da Almeidart, um projeto dedicado à criação de jogos e brincadeiras educativos feitos artesanalmente com materiais reciclados que recicla jogos tradicionais a partir de materiais reutilizáveis.
A Junta de Freguesia de S. Salvador volta a juntar-se ao festival com o Mercado Audiovisual «45 Rotações e Imagem», dedicado à venda em segunda mão de audiovisual, com a Garagem Aberta no Centro Histórico e ainda com o MiniMercado de Trocas e Vendas.
Pela primeira vez, em três horários anunciados, acontecerão três momentos musicais em varandas do centro histórico com artistas (presentes no festival) propositadamente por anunciar neste contexto.
Imagem: Mariana Silva