Jobra Educação celebra 40 anos.

A Jobra Educação celebra 40 anos.

A escola que nasceu a 3 de outubro de 1986 como uma secção da Jobra (Associação de Jovens da Branca) representa hoje o seu maior setor com quatro escolas e mais de mil alunos no ano letivo 2026/2027.

Iniciou a celebração esta semana com um programa que termina no próximo sábado.

Esta é uma semana aberta à comunidade, com atuações, conversas e um bolo de aniversário partilhado no Centro Cultural da Branca, no sábado, 3 de outubro, às 10h45.

Tudo começou em 1984, com o Grupo de Cantares da Jobra.

Dois anos depois, quando vários elementos saíram do grupo, Filipe Marques deu por si a ensinar os novos candidatos.

"Foi daí que nasceu a ideia: se era preciso ensinar, então que se criasse uma escola", recorda o fundador.

A 3 de outubro de 1986 abria o CMJ – Conservatório de Música da Jobra com a missão de "sensibilizar os jovens para a música através da prática de um instrumento".

À música juntou-se a dança, depois o teatro e o desporto.

Hoje, a Jobra Educação reúne o CMJ - Conservatório de Música da Jobra (Branca e Vouzela), a Art'J – Escola Profissional de Artes Performativas da Jobra, a Made in J – Ensino Livre da Jobra e a ADJ – Academia de Desporto da Jobra.

No último ano letivo, as quatro escolas ultrapassaram pela primeira vez as mil matrículas, e começaram 2026/2027 com mais de mil alunos.

"Apresentamos o resultado do nosso trabalho onde ele tem de ser avaliado: no palco", afirma Filipe Marques.

No ano passado, os espetáculos anuais esgotaram cinco salas e reuniram mais de 3600 espectadores; em janeiro de 2027, a Jobra regressa à Casa da Música.

Antigos alunos foram admitidos em escolas de Amesterdão, Antuérpia, Roterdão, Colónia, Barcelona, Dublin, Cork e Nova Iorque - este ano na The New School (EUA), no ano passado na Alvin Ailey (EUA) - e alguns já regressaram à Jobra como professores.

Durante uma semana, no Centro Cultural da Branca, no Polidesportivo de Angeja e em Vouzela, os alunos vão celebrar a essência e os valores das escolas da Jobra Educação, numa série de iniciativas especiais.

Momentos artísticos e desportivos ao longo da semana, na Branca, em Angeja e em Vouzela — entre eles, "In the Mood for Jazz", pelos alunos de Instrumentista de Jazz (segunda, terça e quinta, no Foyer), o espetáculo "Um Brunch à Beira do Apocalipse" (terça, 11h45), uma Noite de Cinema (terça, 19h30), um flashmob de dança (quarta, 10h45), um mini concerto da orquestra do Polo de Vouzela (quarta, 16h10) e um concerto de Cordas e Tecla e de Sopro e Percussão (quinta, 11h00).

"Jobra Educação, como tudo começou…", conversas com o fundador e os diretores das escolas (quarta, 15h15, no auditório; quinta, 15h15, em Angeja).

Conversas com antigos alunos, que partilham o percurso feito depois da Jobra (sexta, 11h00 e 16h10).

Parabéns à Jobra no sábado, 3 de outubro, às 10h45, alunos, famílias, antigos alunos e toda a comunidade são convidados a cantar os parabéns e partilhar o bolo de aniversário no Centro Cultural da Branca. Ao final do dia, a celebração continua no Cineteatro Alba, com a Cerimónia de Entrega dos Prémios de Mérito, um momento reservado aos alunos distinguidos e às suas famílias.

Para o fundador, os valores mantêm-se desde o primeiro dia.

"As artes performativas e o desporto não são um complemento da educação, são estrutura - formam pessoas antes de formarem profissionais."

A Jobra ensina por projeto porque, explica, "para um exame nem todos estudam a sério, mas todos têm de o fazer para um espetáculo ou uma prova desportiva".

Este ano, a inteligência artificial é uma prioridade na formação dos profissionais da Jobra.

"Não fugimos dela, preparamo-nos com ela. Mas é precisamente por isso que sabemos o que temos de garantir aos nossos alunos: que, quando sobem ao palco ou entram em prova, são só eles próprios", sublinha.

Daí os dois pilares trabalhados todos os dias: a criatividade e o pensamento crítico. A mensagem para o futuro é a mesma desde 1986.

"O talento é o ponto de partida; o que distingue é o trabalho, a disciplina e o respeito por quem está ao lado."

Às famílias, Filipe Marques deixa "o compromisso de continuarmos a merecer a confiança que nos dão"; à comunidade, o pedido de que "continue a ser o que sempre foi: a primeira plateia e o primeiro apoio".