Albergaria: Irão e Portugal premiados no Festival de Cinema Do Pão.

“Forced Migration”, de Bijan Zaman, vence o Prémio de Longa-Metragem e “Soil Flavored Bread”, de Hemn Alani, conquista o Prémio de Curta-Metragem. “Bô – Ocupar o lugar”, de Bruno Soares, recebe Menção Honrosa no Festival Do Pão.

O Irão e Portugal estiveram em destaque na 8.ª edição do Do Pão – Festival Internacional de Cinema Documental de Albergaria-a-Velha, que terminou com a atribuição dos prémios às obras distinguidas pelo júri desta edição. 

O Prémio de Longa-Metragem foi atribuído a Forced Migration, do realizador iraniano Bijan Zaman, enquanto o Prémio de Curta-Metragem distinguiu Soil Flavored Bread, do também iraniano Hemn Alani. 

A produção portuguesa Bô – Ocupar o lugar, de Bruno Soares, recebeu uma Menção Honrosa.

A seleção premiada confirma a dimensão internacional de um festival que, nesta 8.ª edição, recebeu 3296 filmes provenientes de mais de 140 países, apresentando em competição 14 obras de curta e longa-metragem.

O Prémio de Longa-Metragem atribuído a Forced Migration, de Bijan Zaman, distingue uma obra proveniente do Irão, país que volta a marcar presença de forma significativa na competição do Do Pão. 

Já o Prémio de Curta-Metragem foi atribuído a Soil Flavored Bread, de Hemn Alani, reforçando a presença da cinematografia iraniana entre os filmes distinguidos.

Na produção portuguesa, Bô – Ocupar o lugar, de Bruno Soares, foi distinguido com uma Menção Honrosa, juntando-se assim ao conjunto de obras nacionais presentes na competição.

A decisão esteve a cargo de um júri composto por 12 elementos, reunindo profissionais ligados ao cinema, às artes, à cultura, à investigação e à comunicação social, bem como espectadores com uma relação próxima com o cinema.

O júri foi constituído por Rui Nunes, realizador; Joaquim Pavão, realizador; Isilda Mesquita, atriz; Gil Moreira, arquiteto; Carolina d’Antas, realizadora; Miguel Ramiro, músico; Vítor Valente, encenador; Mariana Bento Lopes, investigadora; Fernando Pinho, jornalista; Henrique Pinho, cinéfilo; Isméria Barbosa, cinéfila; e Alexandra Carvalho, atriz.

A diversidade dos percursos dos elementos do júri procurou assegurar diferentes olhares sobre uma competição que tem no pão o seu elemento comum, mas que reúne filmes com abordagens distintas sobre território, memória, trabalho, identidade e comunidades.

Ao longo da sua oitava edição, o Do Pão voltou a afirmar a sua identidade enquanto festival dedicado à relação entre cinema, território e memória, tendo como ponto de partida o pão enquanto elemento transversal a diferentes culturas e comunidades.

Organizado em Albergaria-a-Velha, território marcado pela presença da Rota dos Moinhos e pela memória das práticas tradicionais de transformação do cereal em farinha, o festival procura estabelecer uma relação entre o património local e uma cinematografia documental que chega de diferentes partes do mundo.

A 8.ª edição contou ainda com uma parceria com o CURTA-SE – Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, no Brasil, que assinalou em Albergaria-a-Velha os seus 25 anos, reforçando a dimensão internacional e os intercâmbios cinematográficos promovidos pelo Do Pão.

O Do Pão – Festival Internacional de Cinema Documental de Albergaria-a-Velha é uma organização do Município de Albergaria-a-Velha e do Cine-Clube de Avanca (CCA), com o apoio do ICA – Instituto do Cinema e do Audiovisual / Ministério da Cultura, Juventude e Desporto (MCJD).