“A bata é um símbolo da responsabilidade e do humanismo que a sociedade deposita nos estudantes de Medicina" - Firmino Machado (diretor do curso de medicina).

A Universidade de Aveiro assinala a abertura do ano letivo do curso de medicina com a cerimónia da bata branca que representa o início da presença em espaços de “clínica”.

“Responsabilidade e humanismo” são, segundo diretor do mestrado Integrado em Medicina da Universidade de Aveiro (UA), os dois conceitos que devem estar associados à bata branca, vestida pela primeira vez, pelos 40 novos estudantes do 1º ano do curso.

Quase 500 pessoas assistiram à Cerimónia da Bata Branca que decorreu a 3 de outubro, pela primeira vez na UA, nestes moldes, aberta à comunidade.

“A bata é um símbolo da responsabilidade e do humanismo que a sociedade deposita nos estudantes de Medicina, futuros profissionais. Para que nos prestem melhores cuidados de proximidade vivendo com o utente um pouco do que é o seu trajeto de vida”, explicou Firmino Machado, diretor do curso.

“A bata não é estatuto, é compromisso de aprendizagem com os professores, ao longo da vida e com a pessoa, o doente ou o utente da unidade de saúde”, acrescentou durante a sua intervenção na Cerimónia.

A prática clínica, na UA, começa logo no primeiro ano do curso, em unidades de saúde que fazem parte da rede criada com a UA e com acompanhamento de um médico.

Para além dos estudantes do primeiro ano e de suas famílias e amigos e do diretor do curso, a Cerimónia contou a presença de docentes, do diretor do Departamento de Ciências Médicas, Francisco Amado, com a representante da Associação Nacional dos Estudantes de Medicina, Maria Leal, e com a coordenadora do Núcleo de Estudantes de Ciências Médicas da Associação Académica da UA, Maria Sousa.

Martim Carvalho, aluno do 1º ano do curso de Medicina e um dos estudantes que entraram na UA com média mais elevada, foi um dos 40 jovens que recebeu a bata branca pela primeira vez.

Com a expetativa natural de quem vai começar a prática clínica supervisionada dentro de duas semanas, salienta esse compromisso de “maior responsabilidade e de empatia para com os utentes” e entende que as expetativas que reteve no Dia Aberto da UA, em que visitou o curso, no mês de abril, se estão a cumprir.

Para além de ter participado na qualidade de estudante que recebe a bata branca pela primeira vez, Martim ainda atuou como violoncelista na Cerimónia e tenciona manter essa atividade enquanto membro da Orquestra Juvenil de Viseu.

A Cerimónia acabou com o Juramento de Hipócrates, repetido pelos Médicos presentes na sala, pelos estudantes de anos mais avançados e proclamado, pela primeira vez, pelos estudantes do primeiro ano do mestrado Integrado em Medicina.

 

Texto: UA