PSD e CDS-PP apresentam voto de saudação pelos 100 anos de São João da Madeira.
Os dois grupos parlamentares entregaram na Assembleia da República um voto de saudação pelo centenário da emancipação concelhia de São João da Madeira, assinalado este domingo na Cidade do Trabalho.
Os deputados destacam que a cidade nunca deixou que a “pequena dimensão fosse um limite”, tendo construído uma “marca própria”, “assente no trabalho, iniciativa, comunidade e ambição”.
“Cem anos depois, a história de São João da Madeira é a história de uma comunidade que nunca se conformou com a sua dimensão territorial e que fez da capacidade de trabalho, do empreendedorismo, da inovação e da ambição as suas principais forças” pode ler-se no texto que suporta o voto que assinala o 100 anos de emancipação concelhia, concedida através de decreto que fixou, “o centro industrial mais importante do distrito de Aveiro”, que estava a ser “prejudicado, sufocado pela sua inferior categoria administrativa”.
Os deputados subscritores do voto – entre eles os sanjoanenses Paulo Cavaleiro e João Almeida – destacam que poucos territórios conseguiram, num espaço tão reduzido, “construir uma identidade tão forte”, notando que ao longo de décadas, os sanjoanenses “fizeram do labor, da indústria, do comércio e do empreendedorismo verdadeiros motores de criação de emprego, riqueza e desenvolvimento” e que São João da Madeira “foi, muitas vezes, uma terra à frente do seu tempo, pioneira na criação de equipamentos, na afirmação empresarial e na capacidade de transformar desafios em oportunidades”.
“Mas a afirmação de São João da Madeira não se fez apenas pela sua economia. Fez-se também pela capacidade de criar comunidade, valorizar o associativismo, preservar a sua identidade e encontrar novas formas de afirmar o território, juntamente com instituições e movimentos que ajudaram a afirmar a identidade coletiva dos Sanjoanenses” lê-se no voto de saudação, onde se vinca que o concelho “construiu uma marca própria, assente na proximidade, na criatividade, na capacidade de fazer e na ambição de continuar a crescer”.
O texto que suporta o voto – entregue na Assembleia no exato dia em que se completaram os 100 anos – salienta que “celebrar este centenário é, por isso, reconhecer o percurso de uma comunidade que nunca deixou que a sua pequena dimensão fosse um limite, fazendo disso uma vantagem, uma identidade e um estímulo permanente para fazer mais e melhor”, ao mesmo tempo que se reconhece “o contributo de sucessivas gerações de Sanjoanenses, empresários, trabalhadores, autarcas, dirigentes associativos, instituições e cidadãos que ajudaram a construir o concelho que hoje conhecemos”.
A Assembleia da República deverá, por isso, saudar o concelho de São João da Madeira e todos os Sanjoanenses pelo centenário da sua emancipação concelhia, homenageando todos aqueles que, “ao longo destes 100 anos, contribuíram para a construção e afirmação” de um concelho que se afirmou como “um exemplo secular daquilo que se pode construir quando existe trabalho, iniciativa, comunidade e ambição. E continuará a construir a sua história, a acreditar, a trabalhar, a inovar, a ir mais além.