Aveiro recebeu a 1ª conferência “Heróis da Fruta” com cientistas e decisores políticos para debater a resposta à obesidade infantil no distrito de Aveiro.
Evento promovido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) assinalou 15 anos de “Heróis da Fruta” em Portugal, um programa de literacia alimentar com impacto em mais de um milhão de crianças.
O Encontro com mais de 500 participantes reuniu cientistas, decisores políticos e outros especialistas de todos os distritos e regiões autónomas do país para debater a promoção de hábitos saudáveis nas escolas e os resultados do projeto piloto "Heróis da fruta 2.0” implementado no ano letivo de 2025/2026 na Freguesia da Ajuda.
A apresentação de novos dados recolhidos no projeto “Heróis da Fruta" pelo Instituto de Saúde Ambiental (ISAMB) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) esteve no centro do debate, que abordou a urgência de intervenções baseadas em evidência, a equidade socioeconómica e a sustentabilidade financeira do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O relatório científico e os dados estatísticos completos estão disponíveis para consulta pública em heroisdafruta.com/relatorio2025
A 1ª Conferência “Heróis da Fruta”, um encontro que reuniu médicos, nutricionistas, investigadores, comunidades escolares e autarcas de todos os distritos e regiões autónomas do país para fazer o balanço de 15 edições do maior programa de literacia alimentar em ambiente escolar do país e analisar o impacto de uma intervenção que já envolveu 1 milhão de crianças em Portugal desde 2011.
Num cenário epidemiológico onde uma em cada três crianças vive com excesso de peso ou obesidade e cerca de 70% não consome hortofrutícolas diariamente, o evento cruzou a perspetiva clínica e económica da saúde pública com o testemunho emotivo de quem vive o projeto e a doença no dia a dia.
"Heróis da Fruta" é um projeto com um percurso comprovado de 15 anos e um impacto que já transformou a vida de um milhão de crianças, a "1ª Conferência Heróis da Fruta" encerra reafirmando que a resposta à obesidade infantil exige uma aliança entre ciência, empatia e comunidade, deixando o desafio para que mais municípios em Portugal adotem este modelo e ajudem a desenhar um futuro mais saudável para as próximas gerações.