Aradas: Junta de Freguesia acolhe ação sobre “Prevenção primária e secundária do cancro da mama”.

A Junta de Freguesia de Aradas promove uma ação de sensibilização em torno da prevenção do cancro.

Está a chegar o “Outubro Rosa”.

“Prevenção primária e secundária do cancro da mama” é o mote da sessão agendada para esta quarta-feira, dia 30, às 16h00, no Salão Nobre da Junta de Freguesia.

A ação contará com a presença do médico oncologista Duarte Domingues, da enfermeira Ana Luísa Graça, ambos da ULS Região de Aveiro, que serão acompanhados por Alda Carvalho, responsável Movimento Vencer e Viver – extensão de Aveiro da Liga Portuguesa Contra o Cancro e Dora Airosa, responsável do Grupo de Voluntariado Comunitário de Aveiro da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Esta ação de sensibilização dá o mote para a iniciativa Outubro Rosa, da qual a Junta de Freguesia de Aradas é aderente desde 2022.

No primeiro ano a iniciativa contou com 20 voluntários, que meteram, verdadeiramente, mãos à obra, idealizando e concebendo mais de mil almofadas em forma de coração, ideais para o apoio físico das pacientes com cancro de mama.

No ano seguinte, o número de voluntários aumentou, assim como a oferta de bens essenciais.

Para além das almofadas, de Aradas também saíram sacos para os drenos, que no ano seguinte evoluíram para guardar, também, telemóveis, libertando as pacientes de ter de andar tudo nas mãos ou no colo.

Hoje, com mais de 50 voluntários, a iniciativa já alargou o seu portefólio de ofertas, sempre no sentido de ajudar, também na contenção de despesas.

De acordo com Catarina Barreto, presidente da Junta de Freguesia de Aradas e uma “vencedora” da doença, já saem das mãos das artesãs locais – de quem as apoia em todas as tarefas menos visíveis –, os “turbantes tão necessários”, que no caso das doenças oncológicas, custam “entre 50 e 60 euros”.

“É tudo feito à mão, por muita gente que se preocupa e dedica o seu tempo a pensar no outro, em quem precisa. E ajudar também pode ser doar. Precisamos sempre de tecidos para os turbantes e para as almofadas. Podem ser vestidos antigos que estejam lá por casa, colchas, ou, para as almofadas, pode ser camisas de homem, de flanela, e até lençóis. A junta compra o recheio para as almofadas, porque tem de ser específico, dado que é para doentes oncológicos”.

No início de novembro, a autarquia liderada por Catarina Barreto, entrega todo o material produzido à Liga Portuguesa Contra o Cancro, que “depois distribui consoante as necessidades”.

“O que é de louvar, também, é o cuidado das nossas voluntárias. As almofadas, por exemplo, já vão num saquinho próprio, individual, com uma mensagem escrita de incentivo, de carinho, uma palavra amiga que faz sempre sentido ler ou ouvir”, conclui.