Ílhavo: PS e CDS pedem coragem para mudar políticas de mobilidade.

PS e CDS querem medidas mais robustas para afirmar soluções alternativas de mobilidade em particular no acesso às praias.

O debate marcou a primeira sessão da Assembleia Municipal, em Junho, na freguesia da Gafanha da Encarnação.

Poucos dias dias do lançamento de uma travessia fluvial entre a sede da freguesia e a praia da Costa Nova, surgem questões sobre a eficácia desta aposta de operador privado com apoio da autarquia e do Porto de Aveiro.

Luís leitão, vogal eleito pelo PS, faz notar que o programa eleitoral do PSD era mais ambicioso do que a primeira época balnear deixa transparecer.

Considera que não é a colagem ao lançamento das travessias fluviais a fazer a diferença.

Perante promessas de mudar o paradigma de acesso às praias, com redução de veículos e vias dedicadas para transportes públicos e meios suaves, o deputado municipal quer saber se este será o “ano zero” de uma nova política ou o primeiro ano de incumprimento (com áudio)

Os acessos às praias, em particular à Barra, e a necessidade de criar políticas com músculo para mudar de paradigma mereceram também a intervenção do deputado independente eleito pelo CDS, Carlos Pedro Ferreira.

O vogal do partido que foi a votos coligado com o PSD, entende que não é com lanchas que se cobram a valor de passeio turístico que se resolvem os problemas de mobilidade.

Carlos Pedro Ferreira entende que para acabar com uma “pescada de rabo na boca” vai ser necessário investir em transportes públicos, regulares, pontuais, e capazes de levar os cidadãos a assumir a mudança (com áudio)

Rui Dias fala de um trabalho em “várias vertentes” com implicações ao nível das apostas intermunicipais, na extensão das redes cicláveis, nos transportes públicos e na gestão da A25, com desclassificação da ponte para permitir via dedicada a autocarros e modos suaves.

Numa primeira abordagem ao diálogo com governo, concessionária de transportes, concessionária da autoestrada e autarquias vizinhas o autarca de Ílhavo sente abertura para poder pensar que algo vai mudar no futuro.

Lembra que em quatro meses não seria possível mudar décadas de políticas públicas e hábitos privados (com áudio)

A Câmara de Ílhavo quer novas políticas de mobilidade mas pede tempo para concretizar o plano.