A via panorâmica é “chave” na criação de um eixo alternativo, entre Aveiro e Ílhavo, que permita criar o corredor para o metrobus.
O esclarecimento é apresentado pelo presidente da Câmara de Ílhavo.
Rui Dias é confrontado com os avisos da bancada do PS que exige o fim do "caos rodoviário" e “planeamento urgente para a mobilidade no concelho”.
Poucos dias depois do presidente da Câmara de Aveiro ter anunciado passos para a criação de uma linha BRT, e perante as desconfianças de quem não acredita que o projeto tenha pernas para andar, Ílhavo dá o sinal de que a chave poderá estar no relançamento da via entre o Parque da Ciência e Inovação e a Universidade de Aveiro.
O presidente da Câmara de Ílhavo lembra que há 34 mil carros a entrar diariamente em Aveiro sem que exista uma variante a ligar os dois concelhos.
Via sucessivamente adiada pode assumir papel decisivo nas políticas de mobilidade.
A via panorâmica entra de novo nas contas para completar uma ligação até Verdemilho, via Parque da Ciência, e depois uma via de Verdemilho até à zona da rua da Pega, ligando os centros das cidades, com passagem por zonas como o PCI, a UA, o Hospital, ou o centro de transportes (com áudio)
O PS pede prioridade às políticas de mobilidade salientando casos como os da saturação da antiga Estrada Nacional 109 e o acesso às praias.
Sérgio Lopes recorda a recente celebração da Semana Europeia da Mobilidade que acabou por não apresentar grandes dados sobre esta realidade.
Lembra que se trata de desafios que requerem “forte mobilização de recursos financeiros”, “metas hierarquizadas” e “execução estruturada a longo prazo”.
Destaca a “urgência” em concretizar uma via alternativa entre Ílhavo e Aveiro.
Apela, por isso, à conclusão da variante circular a Ílhavo, adiada ao longo das últimas décadas.
E diz que o sucesso do mandato da nova maioria, liderada por Rui Dias, também vai depender dessa capacidade de concretizar planos há muito adiados (com áudio)
Sérgio Lopes e os desafios de uma avaliação que chega em 2029.