O Museu Marítimo de Ílhavo acolheu este fim de semana o I Encontro de Museus da Região de Aveiro.
Iniciativa promovida pela Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA), através do Grupo de Trabalho dos Museus, reuniu responsáveis institucionais, profissionais e representantes de instituições museológicas para refletir sobre o futuro dos museus, a valorização do património e o reforço da cooperação regional.
Mais do que um momento de partilha de experiências e boas práticas, este primeiro encontro assumiu “significado estratégico” para a Região de Aveiro, afirmando a cultura e o património como “dimensões fundamentais das políticas públicas, da coesão territorial e do desenvolvimento sustentável das comunidades”.
Na sessão de abertura, o Presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, Rui Dias, destacou a importância de aprofundar a cooperação intermunicipal também no domínio cultural, defendendo uma “visão regional capaz de valorizar a diversidade histórica, patrimonial e identitária de cada município, sem comprometer a singularidade das suas instituições e comunidades”.
“A história da Região de Aveiro, profundamente marcada pela Ria, pelo mar, pelas atividades económicas e pelas relações entre populações e territórios, demonstra que a memória coletiva ultrapassa fronteiras administrativas”.
Rui Dias considera que os museus assumem “papel determinante” na preservação e transmissão desse legado, mas também na produção de conhecimento, na educação, na participação das comunidades e na aproximação às novas gerações.
A futura Rede de Museus pretende criar condições para “projetos conjuntos, investigação partilhada, iniciativas educativas intermunicipais, valorização e divulgação dos acervos, formação de profissionais e desenvolvimento de itinerários patrimoniais, reforçando a visibilidade e a acessibilidade dos museus e potenciando recursos e oportunidades de cooperação”.
Ílhavo afirma que o acolhimento do primeiro encontro representa compromisso com uma “estratégia cultural assente na colaboração institucional, no respeito pela autonomia municipal e na valorização do património como bem coletivo”.