Infraestruturas de Portugal e AVAN assinalam arranque das obras do primeiro troço da Linha de Alta Velocidade entre Porto (Campanhã) e Oiã.
A nova linha de Alta Velocidade, com 71 km de extensão, prevê a passagem de comboios a uma velocidade máxima de 300 km/h.
Este troço da via prevê 8 km de túneis, 19 km de pontes e viadutos, uma nova ponte rodoferroviária sobre o Douro, ampliação e reformulação da Estação Intermodal de Porto-Campanhã, nova Estação de Vila Nova de Gaia-Santo Ovídio.
Este é um projeto considerado “estratégico para aproximar territórios, aumentar a capacidade da rede ferroviária e reforçar a competitividade e a ligação de Portugal à rede europeia de transportes”.
A futura Linha de Alta Velocidade permitirá reduzir substancialmente os tempos de viagem entre as duas principais áreas metropolitanas do país.
O projeto global tem como objetivo permitir uma ligação direta Porto-Lisboa em cerca de 1h15.
O Ministro das Infraestruturas afirma tratar-se de uma obra que muda o paradigma da mobilidade.
Miguel Pinto Luz adianta tratar-se de um projeto que vai marcar a vida das próximas gerações (com áudio)
Ao transferir os serviços ferroviários de longo curso mais rápidos para uma nova linha, será possível libertar capacidade na atual Linha do Norte para os comboios suburbanos, regionais e de mercadorias, respondendo a uma das principais limitações da rede ferroviária nacional.
A concessão da PPP1 abrange cerca de 71 quilómetros de nova linha ferroviária de Alta Velocidade, entre Porto (Campanhã) e Oiã, em via dupla eletrificada e preparada para velocidades até 300 km/h.
Inclui, também, uma ligação de aproximadamente 8,3 quilómetros à Linha do Norte, na zona de Canelas, para a passagem da alta velocidade por Aveiro.
A ligação à Linha do Norte, na zona de Canelas, permitirá o acesso ferroviário à atual Estação de Aveiro, que será adaptada à Alta Velocidade pela IP.
Esta complementaridade é uma das características essenciais do projeto.
A nova Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa terá ligações à Linha do Norte, para servir Aveiro e Coimbra, e à Linha do Oeste, para servir Leiria, permitindo que os benefícios da nova infraestrutura se estendam para além das localidades diretamente servidas pela Alta Velocidade.
A concessão da AVAN atravessa 10 concelhos, entre Porto e Oliveira do Bairro: Porto, Vila Nova de Gaia, Santa Maria da Feira, Espinho, Oliveira de Azeméis, Ovar, Estarreja, Albergaria-a-Velha, Aveiro e Oliveira do Bairro.
“Mais do que o início de uma obra de grande dimensão, este momento representa a passagem do projeto à construção de uma nova geração da ferrovia portuguesa”.
A Linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa integra a futura rede ferroviária de Alta Velocidade, que a IP enquadra na Rede Transeuropeia de Transportes e no Programa Nacional de Investimentos 2030.
Na abertura da cerimónia, Paulo Carmona, presidente do Conselho de Administração Executivo da Infraestruturas de Portugal (IP), realçou que “o arranque das obras do troço Porto Campanhã/Oiã marca a passagem do planeamento à concretização de um dos projetos de infraestrutura mais relevantes para a ferrovia portuguesa”.
“Todos temos plena consciência da dimensão e da complexidade do desafio que agora se inicia, mas também da importância do objetivo que nos une. O que hoje celebramos não é apenas o início de uma obra, mas o início de uma nova etapa para a ferrovia portuguesa e um investimento decisivo no futuro de Portugal.”
Carlos Mota Santos, representante do consórcio AVAN, reforça que “hoje começamos a construir mais do que uma nova linha ferroviária”.
“Começamos a tornar realidade uma infraestrutura que vai transformar a mobilidade no país e reforçar a coesão territorial e competitividade da economia para, no futuro, aproximar Portugal da Europa. Para a AVAN, é também o início de uma enorme responsabilidade, que passa por colocar a nossa capacidade de engenharia, construção e gestão ao serviço de um projeto estruturante para o país, pensado para as próximas gerações, e é um sentido de orgulho por ser iniciada a execução de um projeto tão relevante para o país por um consórcio exclusivamente constituído por empresas portuguesas”.
O contrato de concessão celebrado entre a IP e a AVAN, em julho de 2025, tem uma duração de 30 anos.
A Infraestruturas de Portugal é responsável pela conceção, planeamento, construção, financiamento, manutenção, operação, renovação, expansão e modernização das redes rodoviária e ferroviária nacionais, incluindo o controlo e gestão do tráfego.
A AVAN é a primeira empresa portuguesa criada com a missão de implementar a Linha de Alta Velocidade ferroviária em Portugal, sendo responsável pela conceção, projeto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização do troço Porto–Oiã.
Constituída pela Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto, a AVAN tem em mãos a concretização da infraestrutura.