Alertas sobre viabilidade do metrobus defendem estudos técnicos aprofundados.

Avisos à navegação sobre o futuro da mobilidade em Aveiro.

Exige estudo e não deve avançar sem mais para projeto de metrobus sem cuidar de um projeto global, integrado, capaz de responder a vários desafios em simultâneo e com olhar para várias cidades.

Lançado como solução em avaliação para a linha Ílhavo – Aveiro, o Metrobus recebe agora os primeiros sinais de alerta.

Especialistas da Universidade e autarcas eleitos pedem reflexão sobre este tema.

Fernando Marques, cidadão aveirense estudioso interessado na área da mobilidade, elogia o mérito da autarquia ao lançar o debate para uma ligação entre o centro coordenador de transportes e o centro de Ílhavo com passagem pelo hospital e PCI.

Avisa para a maior densidade populacional na Gafanha da Nazaré do que em Ílhavo como desafio que não deve ser esquecido.

Pede investigação assente em dados e sugere que se olhe atentamente para estudos do Plano Intermunicipal de Mobilidade.

Ontem, em reunião pública de Câmara, defendeu o conceito de auto-estradas para bicicletas.

Sugere uma visão mais pragmática que comece por pequenas questões como a articulação de redes cicláveis salientando que Ílhavo tem parte da sua infraestrutura preparada ao passo que Aveiro surge ainda com trabalho incompleto (com áudio)

O próprio reitor da Universidade de Aveiro admite conversas exploratórias sobre o metrobus deixando claro que é necessário visão alargada e não soluções isoladas.

Mais do que sonhos, a UA pede uma leitura alargada sobre as ligações entre Ílhavo, Gafanha da Nazaré, Aveiro, Águeda e Oliveira de Azemeis.

De Ílhavo chega também um aviso.

O deputado municipal de Ílhavo, Carlos Pedro Ferreira, independente eleito nas listas do CDS, defende que Aveiro e Ílhavo podem estar a caminho de uma solução de elevado risco ao nível da sustentabilidade.

Não encontra densidade populacional para um projeto dessa tipologia.

Em declarações ao programa Discurso Direto deixou aviso sobre as exigências de um projeto desta ordem de grandeza e afirmou não acreditar na sua concretização (com áudio)

Luís Souto Miranda defende que irrealista é pensar que a bicicleta vai resolver os problemas de mobilidade de milhares de pessoas.

O autarca de Aveiro diz que se limitou a dar “pontapé de saída” para pensar em alternativas.

Assume a aposta na mobilidade ciclável e na articulação de ciclovias, nomeadamente na ligação Aveiro - Praias mas entende que é tempo de pensar com mais ambição.

Confia estar perante uma oportunidade suportada pelo incentivo do Governo português.

Com equipas técnicas de Aveiro e Ílhavo a trabalhar num esboço e com a Universidade envolvida nas conversas, o autarca de Aveiro admite que este é tempo de “amadurecimento” e ouvir os técnicos especializados e cidades que já estão mais avançadas.

Souto diz que espera assistir a essa revolução (com áudio)

O futuro da mobilidade em debate na reunião da Câmara de Aveiro.