Ílhavo já sabe que dificilmente irá conseguir reabilitar a ponte da Vista Alegre por valores abaixo dos 800 mil euros.
A única proposta candidata à execução da obra, no concurso público, fixou-se em 779 mil euros mas acabou por não ser considerada tal a discrepância.
Foi assinada por uma empresa de Cacia, a “Correcta Metal”, do Correcta Group, empresa portuguesa especializada em engenharia metálica, metalomecânica e construção que já esclareceu os termos da sua proposta devido aos custos e especificidades da operação.
Quatro empresas levantaram caderno de encargos mas apenas uma formalizou proposta, com valor bem acima dos 500 mil do preço base definido no concurso.
Na reação ao desfecho desta primeira fase, a empresa esclarece que os 500 mil euros do valor base não são realistas e alerta a autarquia para os contornos da obra.
Carlos Silva, CEO da empresa, admite que no mundo atual é “difícil de compreender e de sustentar” concursos com preços base abaixo dos valores reais de mercado.
A subida de custos, as dificuldades na contratação de mão de obra qualificada e os encargos assumidos para garantir a viabilidade económica das empreitadas acabam por fazer disparar os valores.
A empresa defende que a execução de uma obra com as características e especificidades técnicas desta ponte “exige rigor, capacidade técnica e recursos adequados” uma vez que implica trabalho no leito da ria e vai enfrentar as correntes das marés.
Ainda assim mostra abertura para poder vir a assumir esse desafio.
Pronta para conversar com a autarquia e justificar a ida a concurso ainda que com valor acima do fixado no concurso, a empresa faz apelo às entidades públicas para que os procedimentos possam ser conduzidos com “realismo, transparência e respeito pelas condições efetivas do mercado”.
A conversa entre autarquia e mercado vai, agora, procurar a resposta para uma “solução viável e segura”.